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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PLANO DE AULA HISTÓRIA


Um estudo da cultura negra

Disciplina: História
Ciclo: Ensino Fundamental - 5ª
Assunto: Cultura negra e escravidão
Tipo: Texto




As aulas sobre escravidão e cultura afro no Brasil podem ser enriquecidas com a inclusão do livro “Do Outro Lado Tem Segredos”, de Ana Maria Machado. Trata-se das descobertas de um garoto, o Bino, em uma comunidade de pescadores.

O que está em jogo nessa história é a identidade negra de Bino, elaborada no convívio com a comunidade, perguntando, escutando, querendo saber mais. Isso acontece tanto durante os trabalhos de sobrevivência da comunidade quanto em suas festas tradicionais, como a congada. Olhando para o mar, Bino busca o "outro lado" e essa busca aponta para a descoberta de Angola, do Congo, da África, enfim, de onde vieram os escravos, os seus antepassados.

O mapa-múndi trazido por um irmão ajuda Bino a compreender esse outro lado do mar e da vida, em uma exploração delicada e emocionante do mundo e de si mesmo. É um tema ideal para adolescentes.

O planejamento do trabalho com o livro pode incluir várias experiências de leitura do texto: oral, pelo professor e pelos alunos, alternados com momentos de leitura silenciosa. É interessante estabelecer muitas rodadas de conversas, para a troca de opiniões sobre as emoções e os sentimentos vividos durante a leitura.

Depois, um levantamento de questões a serem aprofundadas e discutidas: o continente africano nos séculos XV e XVI, as razões da escravização, o trabalho escravo no Brasil, as resistências – os quilombos, Zumbi – e a cultura negra, elaborada a partir do que foi trazido da África e experimentado no cotidiano da escravidão.

Referência:
MACHADO, Ana Maria. Do Outro Lado Tem Segredos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

Texto original: Ronilde Rocha Machado
Edição: Equipe EducaRede

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PLANO DE AULA MATEMÁTICA/Adivinhação de figuras


Bloco de Conteúdo
Matemática

Conteúdo
Espaço e Forma
Objetivo
Distinguir figuras geométricas, explorando e reconhecendo suas características.

Ano
2º e 3º

Tempo estimado
Seis aulas.

Material necessário
Um cartaz com várias figuras desenhadas (veja sugestão na imagem).

Desenvolvimento
1ª etapa Apresente à turma uma coleção com no mínimo cinco figuras. Escolha uma delas e desafie os alunos a descobri-la. Para isso, eles farão perguntas que devem ser respondidas apenas com sim ou não. Provavelmente eles descreverão as características de cada uma com as próprias palavras. Isso exigirá uma análise coletiva mais precisa das propriedades. Anote em um caderno as questões formuladas para retomá-las na próxima etapa. Realize várias rodadas. Em cada uma, reúna uma coleção de figuras para trabalhar determinado tema (se deseja que a garotada identifique os tipos de triângulos em função dos ângulos, mostre a eles vários triângulos retângulos, acutângulos e obtusângulos).

2ª etapa Depois de três rodadas, retome as perguntas dos alunos e sistematize os conhecimentos que surgiram. Organize a turma em duplas para a discussão, pedindo que identifiquem as indagações que não podem ser respondidas com sim ou não e as reformule. Em quais delas as características abordadas não são suficientes para chegar à resposta? Se alguém pergunta se a figura tem quatro lados e a resposta é sim, é possível ter certeza de qual delas se trata? Estimule-os a investigar mais: "Já sabemos que a figura tem quatro lados. Será que eles são iguais?" Quais colocações permitem descartar elementos do quadro e em que momento do jogo seria mais conveniente formulá-las? A negativa diante da pergunta "É um círculo?" elimina apenas duas figuras. Mas, se o enunciado for mais abrangente ("Tem lados curvos?"), provavelmente mais unidades seriam descartadas. O registro coletivo e individual das conclusões é necessário, assim como a anotação das questões que ajudam a descobrir rapidamente a figura. Com isso, os novos conhecimentos serão aprofundados nas partidas seguintes e todos avançarão na conceitualização.

3ª etapa Depois de algumas aulas, limite o número de perguntas. Para isso, solicite que os alunos contem quantas foram formuladas até o acerto da figura e compare com as jogadas anteriores. O objetivo é fazer com que a garotada elabore questões mais precisas, com vocabulário específico e considerando características que permitam excluir mais figuras.



Avaliação
Proponha atividades individuais semelhantes para que os conhecimentos aprendidos nas etapas anteriores sejam utilizados.

Fonte: Atividade adaptada de situação proposta por Claudia Broitman e Horacio Itzcovich no livro Ensenãr matemática en el nível inicial y en el primer ciclo de la egb (Ed. Paidós)

Extraido da revista Nova Escola

domingo, 8 de novembro de 2009

PLANO DE AULA ALFABETIZAR ADULTOS


Alfabetização de adultos
Elaborado por Digiani Lemos e Verônica Rodrigues

Série: 4a. Série – EJA (Educação de Jovens e Adultos)

Objetivos:
Construção de texto coletivo, utilizando rótulos e recortes de revistas, abordando situações de seu cotidiano.

Conteúdo:
·Leitura e escrita de rótulos e recortes de revista.
·Construção de texto coletivo.

Estratégia:
1-Explicar a atividade para os alunos;
2-Distribuir um rótulo ou recorte de revista para cada um;
3-Solicitar que cada aluno leia ou diga aos demais o que tem em mãos;
4-Fixar um cartaz na lousa para realização da atividade;
5-O texto coletivo será iniciado por eles com a nossa colaboração;
6-Convidar os alunos para construir uma frase inserindo a figura que tem em mãos e dar seqüência ao texto;
7-Ler o texto em conjunto;
8-Apontar discordâncias ortográficas e sugerir alterações;
9-Explicar a estrutura de um texto.

Avaliação:

Verificar se houve uma construção do texto coletivo de forma lógica e coerente;

Tempo de duração:

1h. e 30min.

PLANO DE AULA --NATAL

Veja a história e as atividades no quadro a seguir:







Leitura e escrita - Natal
Elaborado por Patrícia Dal Poggetto e Sueli Pezente de Gouveia

Sujeitos: 1ª Série do Fundamental 1

Tema: Natal

Objetivo: Desenvolver, Aprimorar, Exercitar o domínio de competências básicas humanas, tais como: comunicação oral e escrita, leitura e interpretação de textos e promover a manutenção de um comportamento solidário e do exercício do cidadão em função da apropriação de valores referentes à humanização da vida e das relações entre as pessoas.
Conteúdo: leitura, escrita e interpretação.

Procedimentos e Recursos de Ensino :

1ª- Conto da História "Um Sonho de Natal" com apresentação de elementos natalinos, e com interferências durante a narrativa: Qual era o sonho de Mateus? O que Mateus pediu ao pai? Por quê o pai não comprou? O pai conseguiu comprar o violão? Por quê?

2ª -Organizar os alunos em 4 grupos mistos de 5 a 6 crianças e jogar o jogo da memória, cuja ordem de saída obedeceu a letra inicial do nome (ordem alfabética).

3ª -Escrever e ler três palavras e desenhar outros dois elementos que foram trabalhados no jogo da memória.

sábado, 17 de outubro de 2009

Plano de Aula: Eu e minha cidade


Série: 1ª Série do Ensino Fundamental

Duração: 04 aulas

Objetivos

- Estudar a família de cada criança a fim de que conheçam melhor seus familiares e as pessoas que fazem parte do meio em que ela está inserida para que no futuro ela se sinta capaz de entender o meio em que vive, respeitando de forma crítica e questionadora as normas e regras que a norteiam.
- Conhecer os pontos turísticos e a historia da cidade onde moram;
- Localizar e identificar os pontos turísticos da cidade;
-Explorar o espaço físico da onde mora;
- Identificar e nomear pontos marcantes no trajeto explorado;


Conteúdo

Geografia: Identificando e conhecendo a criança
Alfabetização Cartográfica


História: Pontos Turísticos da Cidade Local
História de Goiânia


Metodologia da 1ª aula

A imagem corporal que o indivíduo tem de si mesmo é o ponto de referência para todo o tipo de aquisição de conhecimento. É através do domínio do próprio corpo que irá estruturar e organizar o conhecimento do mundo exterior.
As atividades propostas possibilitarão aos alunos adquirir o conhecimento de si mesmo e de sua família, levando-os a descobrir-se, sentir que possuem um nome, uma identidade e que fazem parte de um conjunto de pessoas, em casa, na escola e na sociedade.

Procedimentos da 1ª aula:
Antes de tudo a professora dará uma breve explicação da importância que cada criança têm para com a família e com a sociedade. Em seguida dará um questionário em folha de papel sulfite, onde os alunos responderam questões relacionadas à família, a sua identidade, com quem moram, onde estudam, a profissão dos seus pais e o que gostarão de ser quando crescer.
Após o questionário respondido a professora aplicará uma outra atividade envolvendo o seu lado artístico, onde a criança irá desenhar a se própria e os principais membros de sua família e sua casa, nomeando e identificando as pessoas e os objetos desenhados, se puderem poderão pintar.

Materiais Utilizados na 1ª aula:
-Quadro negro e giz;
-Livro didático;
-Caderno, lápis e borracha;
-Canetinhas e Lápis de Cor.


Metodologia da 2ª aula

É importante que a criança conheça a história local da cidade em que mora e os acontecimentos importantes de sua região, já que na primeira aula trabalhamos a sua identificação e localização espacial, iremos trabalhar nesta aula com o mapa da cidade, para que o aluno possa fazer a sua iniciação cartográfica, tendo assim uma visão geral de o que é e pra que serve um mapa geográfico.



Procedimentos da 2ª aula:
Utilizando o mapa de Goiânia, iremos identificar os principais pontos turísticos da cidade, em seguida será realizada uma leitura, onde abordaremos a história da Cidade.
Após a leitura do texto, a professora juntamente com os alunos poderá fazer questionamentos como:
- Em que ano foi fundada a Cidade de Goiânia?
- Quais são os pontos turísticos da cidade em que mora?
- Quais os pontos turísticos que você já visitou?
- Quais os pontos turísticos que você gostaria de visitar? Porquê?
- Como era antes da gente nascer?
- O que mudou?

Materiais Utilizados na 2ª aula:
-Mapa da cidade de Goiânia;
-Quadro negro e giz;
-Documentos históricos;
-Caderno, lápis e borracha.


Metodologia da 3ª aula

O uso de imagens é sempre um recurso interessante. As imagens e as cenas nos revelam uma parcela da realidade.
Este recurso possibilita um trabalho pedagógico importante, na diferença entre paisagem e espaço.
Esta 3ª aula será de observação e diálogo, para que a criança possa se localizar e se identificar com o meio, ter noção de direção e percepção de espaço;

Procedimentos da 3ª aula:
Iremos fornecer aos alunos algumas informações gerais sobre a história da cidade, será como um resumo do texto lido na aula anterior, uma revisão.
Com o auxilio do mapa e da professora iremos localizar a escola e o ponto turístico mais próximo da escola. Após essa atividade, a professora junto com os seus alunos irão fazer um passeio a pé, para conhecer este ponto turístico, que neste caso será a Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso. O interessante dessa aula é que a criança se sinta curiosa e motivada com o passeio e com o conhecimento da história de sua cidade.

Materiais Utilizados na 3ª aula:
-Mapa da cidade de Guaratuba;


Metodologia da 4ª aula

O objetivo desta aula é fornecer para crianças a possibilidade de se alfabetizar cartograficamente, aprender a ler mapa de forma variada e constante, podendo se localizar, dando a elas noção de espaço.

Procedimentos da 4ª aula:
Mostraremos a elas uma maquete, onde daremos a oportunidade de conhecer um mapa tridimensional, nele a criança poderá interagir e reconhecer locais conhecidos e visto no passeio da aula anterior. O professor terá que fazer com que o aluno se identifique com o mapa, fazer com que ela se localize e reconheça o trajeto feito durante o passeio. Os detalhes são fatores importantes para que a criança possa ter um desenvolvimento satisfatório no decorrer da atividade.
Após esta observação e análise do mapa, o professor pedirá para as crianças representarem este mapa numa folha de papel sulfite, onde terão que tentar reproduzir o trajeto percorrido no passeio, onde ela colocará o máximo de detalhes e lembranças possíveis.
Em seguida a professora pedirá para as crianças fazer um texto pequeno, onde irão relatar o que acho de mais interessante no passeio e na História da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso.


Materiais Utilizados na 4ª aula:
-Maquete da cidade de Goiânia
-Lápis, Caderno e Borracha;
-Canetinha, lápis de cor.


Materiais Didáticos

- Maquete da cidade de Goiânia
- Mapa Geográfico da Cidade deGoiânia ;
- Documentos Históricos da Cidade;
- Quadro Negro e Giz;
- Papel Sulfite;
- Canetinhas;
- Lápis de Cor;
- Lápis Caderno e Borracha;
- Livro Didático.


Avaliação

Avaliaremos a participação individual e em grupo, também se a criança conseguiu assimilar os conteúdos propostos pelo professor em sala de aula, não esquecendo da capacidade do aluno com relação a aprendizagem.
O professor levará em consideração as atividades de questionário, a contribuição individual e resultados parciais das crianças.
Esse tipo de avaliação permite que o professor detecte as dificuldades da criança e possa ajudá-la durante e depois de cada atividade aplicada.
Avaliaremos também o interesse e atenção da criança durante as explicações e demonstrações dos mapas e atividades propostas.

Plano de aula: Ciências Naturais


Plano de aula: Ciências Naturais
Tema: Os seres vivos
Turma: 1ª série do Ensino Fundamental
Duração: 08 horas

Objetivo da aula.
Reconhecer e identificar algumas características dos seres vivos, desenvolver a linguagem verbal, as diferenças e semelhanças entre os seres vivos.
Observar, descrever e compara animais e vegetais em diferentes ambientes, relacionando suas características ao ambiente que vive.

Desenvolvimento.
- Conhecer as diferenças entre animais e vegetais.
- Conhecer o ciclo de vida dos vegetais.
- Conhecer o ciclo de vida dos animais.

Recursos.
- Livro didático de ciências.
- Quadro negro, giz, lápis, borracha.
- Lápis de cor, revistas, tesoura, cola e cartolina.

Atividades aplicadas.
- Após leitura do texto e conhecimento dos animais e vegetais e seu ciclo de vida, fazer comentário e questionamentos sobre o assunto aplicado.
- Listar animais e vegetais, em seguida fazer a separação por grupos de forma escrita.
- Procurar em revistas e jornais figuras de animais e vegetais separando por grupo e colando na cartolina.
- Estimular o aluno a desenvolver o senso artístico apoiado na observação da foto.

Avaliação.
Realizar observações das contribuições individuais e resultados parciais de cada aluno. A participação individual e coletiva dentro das atividades realizadas em sala de aula.

A Abelha Chocolateria



Era uma vez uma abelha que não sabia fazer mel.

- Mas você é uma operária! - gritava a rainha - Tem que aprender.

Na colméia havia umas 50 mil abelhas e Anita era a única com esse problema. Ela se esforçava muito, muito mesmo. Mas nada de mel...

Todos os dias, bem cedinho, saía atrás das flores de laranjeira, que ficavam nas árvores espalhadas pelo pomar. Com sua língua comprida, ela lambia as flores e levava seu néctar na boca. O corpinho miúdo ficava cheio de pólen, que ela carregava e largava, de flor em flor, de árvore em árvore.

Anita fazia tudo direitinho. Chegava à colméia carregada de néctar para produzir o mais gostoso e esperado mel e nada! Mas um dia ela chegou em casa e de sua língua saiu algo muito escuro.

- Que mel mais espesso e marrom... - gritaram suas colegas operárias.

- Iac, que nojo! - esbravejaram os zangões.

Todo mundo sabe que os zangões se zangam à toa, mas aquela história estava ficando feia demais. Em vez de mel, Anita estava produzindo algo doce, mas muito estranho.

- Ela deve ser expulsa da colméia! - gritavam os zangões.

- É horrorosa, um desgosto para a raça! - diziam outros ainda.

Todas as abelhas começaram a zumbir e a zombar da pobre Anita. A única que ficou ao lado dela foi Beatriz, uma abelha mais velha e sábia.

Um belo dia, um menino viu aquele mel escuro e grosso sobre as plantas próximas da colméia, que Anita tinha rejeitado de vergonha. Passou o dedo, experimentou e, surpreso, disse:

- Que delícia. Esse é o mais saboroso chocolate que eu já provei na vida!

- Chocolate? Alguém disse chocolate? - indagou a rainha, que sabia que o chocolate vinha de uma fruta, o cacau, e não de uma abelha.

Era mesmo um tipo de chocolate diferente, original, animal, feito pela abelha Anita, ora essa, por que não...

Nesse momento, Anita, que ouvia tudo, esboçou um tímido sorriso. Beatriz, que também estava ali, deu-lhe uma piscadela, indicando que tinha tido uma idéia brilhante.

No dia seguinte, lá se foram Anita e Beatriz iniciar uma parceria incrível: fundaram uma fábrica de pão de mel, juntando o talento das duas para produzir uma deliciosa combinação de mel com chocolate.

Moral da história: as diferenças e riquezas pessoais, que existem em cada um de nós, são singulares e devem ser respeitadas.

Fábula de Katia Canton*, ilustrada por ionit
*com idéia de João Roberto Monteiro da Silva, 7 anos.





Plano de aula

Material necessário
Cópias do texto A abelha chocolateira, de Katia Canton

Objetivos

Reconhecer a fábula como gênero da língua portuguesa; identificar os elementos desse tipo de texto; e refletir sobre a moral e a ética no convívio social.

Com diálogos curtos e texto econômico, a fábula é uma história de ficção, escrita em verso ou em prosa. Uma de suas principais características é ter como personagens animais e plantas e objetos animados, que ganham características humanas. Essa forma alegórica de contar uma história apresenta as virtudes e os defeitos do mundo dos homens e leva a interpretações sociais para ilustrar um ensinamento ou uma regra de conduta. É por isso que toda fábula tem, no desfecho, uma moral.

Essa narrativa de natureza simbólica tem origem remota e incerta, pois se mescla à necessidade do homem de criar e de contar histórias para transcender as atividades cotidianas e recriar o mundo. Algumas fontes indicam que a fábula começou a ser contada na Suméria, no século 8 a.C. Mas foi na Grécia Antiga, em meados do século 5 a.C., pelas mãos do escravo Esopo, que ela ganhou a fórmula atual: sintética, alegórica, tendo animais demonstrando sentimentos e uma pitada de humor. Esopo sempre terminava as fábulas explicando a moral e, assim, ensinava valores. Graças ao francês Jean de la Fontaine (1621-1692), a fábula introduziu-se definitivamente na literatura ocidental, dessa vez de forma menos sintética e mais contextualizada. Ontem e hoje, com nuanças e autorias diferentes, as histórias se repetem.

A principal proposta do gênero é a fusão de dois elementos, o lúdico e o pedagógico. A leitura de A abelha chocolateira, da escritora Katia Canton, vai ajudar seus alunos a entendê-lo melhor. O texto pode ser explorado com turmas de 2a série de acordo com o plano de aula elaborado pela pedagoga Wânia Menezes Picchi, professora da Escola Viva, em São Paulo.

O que cada animal faz, na natureza e na ficção

Antes de apresentar a fábula à turma, provoque uma discussão sobre o comportamento dos animais em seu ambiente. Divida os estudantes em grupos e questione-os sobre as funções que cada bicho exerce no seu grupo. O que se espera da formiga? Que ela transporte folhas, cascas e outros materiais para construir o formigueiro. E da leoa? Que ela saia para caçar e traga alimentos para os machos e os filhotes. Na colméia, a função da abelha operária é colher o néctar para fazer mel. Registre no quadro-negro ou em um papel grande as hipóteses que a garotada levanta.

Distribua o texto A abelha chocolateira para as crianças e peça para acompanharem a leitura que você faz em voz alta. Ainda em grupos, elas vão marcar no texto palavras ou trechos que indicam ações humanas atribuídas às abelhas - "gritava", "tem que aprender", "fazia tudo direitinho", "esbravejaram", "indagou", "fundaram uma fábrica de pão de mel" etc. - assim como características - "é horrorosa", "um desgosto para a raça", "rejeitado de vergonha" etc.

Hora de retomar a primeira discussão sobre as funções de cada animal na natureza e comparar o registro que está na lousa ou no papel com os trechos grifados no texto. Provoque um diálogo sobre as conclusões do grupo e vá registrando as idéias: o que vocês perceberam quando compararam as atitudes do animal em seu hábitat natural e na história? Na natureza, a abelha age de um jeito e no texto ela se comporta mais como as pessoas. Vá conduzindo a discussão de forma que os alunos percebam os elementos estruturais da fábula. Peça para copiarem as conclusões no caderno.

O próximo passo é fazer a leitura de fábulas de autores diversos para os estudantes perceberem sua estrutura. A repetição facilita a assimilação e a generalização das características do gênero, permitindo que eles compreendam que aqui é a estrutura que prevalece e não a autoria, como num romance.

Esses textos podem ser dramatizados. Divida a turma em quatro grupos e entregue a cada um uma fábula diferente. Após a leitura, cada grupo vai bolar um roteiro e definir quem será cada personagem. Como lição de casa, peça para treinarem suas falas - um aluno deve ser o narrador. Reserve uma aula para um ensaio geral outra para a apresentação dos grupos.

A importância de respeitar as diferenças

Retome o texto A abelha chocolateira para refletir sobre a moral da história. Em dupla, os alunos devem discutir com o colega e escrever qual a função da abelha operária dentro da colméia. Depois, individualmente, eles vão responder o que a autora quis dizer com a frase "Anita fazia tudo direitinho". Como as outras abelhas operárias reagiram ao comportamento de Anita? No final da fábula, Anita esboçou um tímido sorriso. Pergunte: como ela estava se sentindo ao produzir um mel diferente? Alguma vez você já esboçou um tímido sorriso por algum sentimento? Conte em detalhes como foi.

A idéia é ver se o aluno se identifica com a moral da história. Lembre que a moral deve ser trabalhada como conseqüência da situação que a fábula apresenta e nunca isoladamente. Por fim, sugira que as crianças produzam uma narrativa em que apareçam personagens com características bem distintas. O objetivo é incentivá-las a trabalhar com as diferenças e as riquezas que existem em cada pessoa, a base da moral da fábula de Katia Canton.


Retirado: www.novaescola.com.br

Dicas para Montar um Projeto Escolar




Nos dias de hoje discute-se muito a forma como a educação dita formal (escolar) tem sido estruturada.
Neste contexto, o aluno e o professor possuem um papel muito passivo no processo ensino-aprendizagem, na medida em que não têm a possibilidade de construírem este processo. Conteúdos e formas de apresentação das mesmas já estão pré-estabelecidas. Assim, o processo ensino-aprendizagem perde toda sua magia, deixando de ser significativo e prazeroso,tanto para os alunos como para os professores.A pedagogia de projetos vem nortear as atividades escolares, permitindo um trabalho interdisciplinar, abrangendo as diversas áreas do conhecimento, inserida na realidade e viabilizando múltiplas relações sociais.A função do projeto é favorecer a criação de estratégias para resolverem um problema proposto, testar algumas hipóteses referentes a um determinado tema, pesquisar sobre um assunto eleito pelo grupo, enfim, levar o grupo a buscar o que lhe é significativo.O projeto auxilia os alunos a serem conscientes de seu processo de aprendizagem e exige do professor uma postura flexível, de pesquisador onde os desafios e conflitos o estimulem e não o paralisem. As fontes de pesquisa são as mais diversas: livros, material impresso, vídeos, relatos de exposições culturais, músicas, experimentos...A pesquisadora francesa Josette Jolibert diz que a Pedagogia de Projetos favorece o envolvimento dos alunos como co-autores de sua aprendizagens, possibilitando-lhes fazer escolhas, decidir e se comprometer com suas escolhas, assumir responsabilidades, planejar suas ações, ser sujeito de sua aprendizagem.
Os projetos surgem na relação adulto/criança na medida em que o professor é capaz de atribuir significado à curiosidade despertada por assuntos ou atividades, às perguntas feitas, ao que é necessário ao seu desenvolvimento. No momento em que o professor consegue entender e aprofundar seus conhecimentos nesta proposta de trabalho, terá condições de aventurar-se em infinitas descobertas e perceber o quanto isto é enriquecedor.As etapas da elaboração de um projeto são muito importantes e repletas de descobertas. Para tanto o professor deve se organizar e mapear o que deseja trabalhar. Esse mapeamento deve ser flexível.Roteiro:

- Objeto do conhecimento (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História...)
- Conteúdos específicos - Tema
- Objetivos específicos - O que o professor e os alunos desejam com o projeto.
- Objetivos:
- De vida cotidiana - questões práticas relacionadas com a construção do grupo:- Empreendimento - apoiados em situações reais, nas realizações do grupo;
- Aprendizado - conhecimento relacionado à aprendizagem do grupo.
- Justificativa - O que as crianças possam vir a conhecer.
- Origem do projeto
- Intenção do projeto
- Relação do tema com o grupo, observando as características da idade, tipos de pensamento, relações que estabelecem com o mundo.
- Desenvolvimento - marcos do trabalho, atividades...
- Recursos
- Avaliação - Uma do professor e outra do grupo de alunos- Tempo provável de duraçãoDe acordo com as pesquisas de Jolibert, situações favoráveis para aprendizagem são criadas a partir de um meio propício à discussão, tomada de decisões, reflexões, ações e avaliações contínuas. No momento que o grupo está envolvido pelo seu projeto é como se esse estivesse "vivo", as crianças mais cooperativas buscando estratégias e definindo em conjunto a condução do projeto, permitindo maior autonomia.
Um projeto pode dividir-se em:· Projetos referentes à vida cotidiana: abrangem todas decisões relacionadas à existência, ao funcionamento da vida de um grupo de crianças e adultos na escola.Organização do espaço, tempo, atividades, regras... permitem uma maior organização das crianças deste grupo, oportunizando-as a se expressar, escolher, viver e assumir seus conflitos, compartilhar as responsabilidades, aprender a ouvir os outros, tornarem-se autônomos.·
Projetos empreendimentos: atividades complexas em torno de uma meta definida. São referentes a situações reais, transformando um mero conteúdo escolar em uma necessidade e atividade prática concreta. Essas situações possibilitam aos alunos lidarem com a distribuição de tarefas em um espaço de tempo e efetuarem um processo de avaliação dos resultados obtidos.· Projetos de aprendizado/competência: pôr ao alcance das crianças o conteúdo das instruções oficiais. Portanto, surgem do desejo de tornar os alunos sujeitos de sua aprendizagem. Esses projetos são construídos coletivamente (professor/aluno) a partir da apresentação simplificada do conteúdo curricular. O mesmo decorre dos projetos de vida cotidiana e empreendimento, pois desenvolvem habilidades, destrezas e conteúdos que sustentam a execução dos mesmos.
Durante a execução do projeto, o grupo deverá realizar avaliações contínuas referentes ao relacionamento em grupo, planejamento e suas etapas, execução, envolvimento, responsabilidades e que marcas lhe são significativas em uma etapa do projeto ou mesmo na finalização do mesmo. Esta avaliação pode ser feita através de registros gráficos, relatórios, reflexões orais, painéis...Os registros realizados no decorrer do projeto servem como um importante referencial do que está sendo desenvolvido no momento e para divulgar o trabalho na escola. O projeto é aberto e o envolvimento de mais pessoas com certeza possibilitará muitas trocas e descobertas significativas.
O trabalho com projetos permite que qualquer criança, mesmo as com necessidades educativas especiais, viva com autonomia suas estratégias de aprendizagem e sua vivência num grupo com estruturas envolventes, conflitivas, criativas, responsabilizantes. Permite que as crianças construam sua história de "vida escolar" com entusiasmo, alegria, conflitos, dificuldades e muitas aventuras, permeadas pelo currículo escolar.

* Texto elaborado pela equipe pedagógica do Centro Integrado de Desenvolvimento,CID, escola inclusiva de Porto Alegre.

Projeto e Plano de Aula: Passo a passo


1º Passo: Tema
Escolha um tema geral para a sua aula;
2º Passo: Série ou turma
É preciso ser identificado para saber qual o tipo de atividade poderá ser aplicado para os alunos de acordo com a sua idade e suas dificuldades;
3º Passo: Duração
Nem sempre a duração do plano de aula ou de um projeto tem a duração prevista ou recomendada, pode ser que dure mais ou menos, depende muito do tempo e do processo de andamento de cada atividades e das dificuldades da turma, o importante é que vc consiga chegar ao objetivo principal do seu temo escolhido;
4º Passo: Disciplina
Qual a matéria escolar que está encolvida com o tema;
5º Passo: Objetivos
Como todo projeto e plano de aula, o objetivo é a parte central do trabalho, como o nome já diz, é o objetivo que vc qr alcançar com os seus alunos.
Importante, nesta estapo do processo, você deverá usar verbos no tempo presente, como:
- Desenvolver a ação coletiva;
- Articular o cotidiano com a vida escolar;
- Despertar o impteresse pelo assunto;
- Instigar o trabalho em grupo;
6º Passo: Desenvolvimento
Aqui você vai colocar as suas idéias de como ira desenvolver o tema escolhido, propondo atividades, brincadeiras, jogos, diálogos, como irá utilizar os recursos escolhidos, etc;
7º Passo: Recursos
São materias que vc irá utilizar em sala de aula, como: som, livro didático, lápis de cor, cd, quadro negro, materias rescicláveis, etc;
8º Passo: Avaliação
Avaliar qual o desempenho da criança durante o processo de ensino e arendizagem durante a aula. Qual foi a sua meta? Conseguiu alcançá-la? Avalie o trabalho indivial e o trabalho em grupo, e qual o conhecimento adiquirido por seu aluno durante o projeto.

Observação: Nenhum projeto e nenhum plano de aula é igual ao outro, devemos seguir a exigencia de cada instituição de ensiino, se a sua idéia não deu certo, vale a pena improvisar e melhorar, o importante é sempre produzir conhecimento e auto confiança. Imprevistos fazem parte do cotidiano escolar.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ABOLIÇÃO




Os escravos no Brasil



Disciplina: História
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Escravidão no Brasil
Tipo: Texto

Para complementar suas aulas sobre a escravidão no Brasil, nada melhor do que o livro “A História dos Escravos”, da historiadora Isabel Lustosa, com ilustrações de Maria Eugênia.

Nele, mesclam-se memórias familiares da autora (um antepassado dela foi escravo e outro dono de escravo) com dados históricos sobre a escravidão no Brasil. A narrativa gira em torno de um garoto, o Chico, que se apropria das histórias por meio do avô e de uma empregada da fazenda em que passava as férias. Destaque para as gravuras de época e para os desenhos de Maria Eugênia.

Após a leitura do texto pelos alunos, convide-os a contarem o que sabem a respeito de suas próprias famílias e seus antepassados. Pergunte se sabem da existência de antepassados indígenas ou negros escravizados.

Depois, você pode recuperar com eles: o escravo como propriedade, a procedência dos negros, as condições de trabalho nas fazendas e nas cidades, os castigos e maus-tratos, as diferentes formas de resistência, a luta pela abolição e as duras condições de vida depois da libertação.

As imagens (gravuras e fotografias) de época podem ser objeto de leitura à parte: identifique os autores de cada uma delas (na p. 31, nos créditos das ilustrações, há dados sobre eles) e peça aos alunos para descreverem o que vêem nela, o que há em primeiro plano, o que há ao fundo.

Em seguida, desafie-os a escrever, em duplas, um pequeno texto sobre o que aprenderam. Ou a fazer um painel, incluindo texto e imagens.

Referência bibliográfica:
LUSTOSA, Isabel. A História dos Escravos. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Nossos heróis de ontem e de hoje



Disciplina: História
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Conceito de tempo, noção de sucessão
Tipo: Metodologias

O professor, ao trabalhar em sala de aula a construção da noção de tempo nas séries iniciais, deve procurar entender como os alunos pensam a questão do tempo e quais suas representações a respeito da sucessão temporal e, a partir daí, planejar as aulas de modo a auxiliá-los nessa caminhada.

Para que os alunos construam essa noção de tempo, uma atividade que pode desafiá-los a expressar suas hipóteses e a estabelecer comparações entre diferentes momentos é a pesquisa sobre seus heróis e os de seus pais.

Primeira etapa:
Para criar um clima favorável à proposta, inicie uma conversa sobre os heróis dos alunos. Ao final dessa conversa, relacione os mais significativos para o grupo: Batman, Homem Aranha, Pokemon, Barbie etc. Observe se há, entre outras possibilidades, um:
• herói comum ao grupo todo;
• herói para os meninos;
• herói para as meninas.
O passo seguinte é orientar a pesquisa. Definidos pelo menos dois heróis, divida a classe em cinco grupos e convide-os a coletar, individualmente, materiais sobre os personagens: brinquedos, revistas, jogos, gravuras. Determine com os alunos o tempo mais adequado para essa coleta.

Cada grupo, com base no material coletado, deverá elaborar um cartaz e criar um slogan pertinente às características e qualidades colhidas pelo grupo acerca do herói escolhido. Depois disso, exponha os cartazes feitos pelos grupos de preferência num local escolhido por eles. Se possível, estimule outros tipos de produção, como dramatização, desenhos, produções no computador.

Segunda etapa: Em seguida, lance o desafio da pesquisa dos heróis dos pais dos alunos. É importante definir um tempo adequado para essa pesquisa considerando as especificidades das classes.

Clique aqui para ver uma sugestão para a coleta de dados.

Concluído o levantamento, tabule os dados com os alunos.

Em seguida, proponha a análise dos dados com base nas seguintes questões:
• Todos os pais tiveram heróis?
• Quais foram os heróis de seus pais?
• As causas defendidas pelos ídolos dos pais são as mesmas dos heróis de vocês?
• Qual a diferença entre os ídolos dos pais e os heróis de vocês?
• Quanto tempo passou para surgirem novos heróis? Por que isto aconteceu?
Enfatize junto aos alunos a concepção de tempo histórico, analisando épocas de um mesmo tempo e de outros. O tempo vivido precisa ser aproveitado em todas as atividades escolares, pois é a partir dele que melhor se compreende e se estabelece relações com os tempos mais distantes e não vividos pelo indivíduo.

Outro aspecto a ser trabalhado são os princípios e valores que esses heróis defendem. Fale sobre o aparecimento de heróis na cultura grega e romana e os heróis “nacionais”, por exemplo, Tiradentes, Duque de Caxias e outros. Observe com eles os interesses – econômicos, políticos, financeiros - que são mobilizados quando se “fabrica um herói”.

Para finalizar a proposta, organize uma exposição dos cartazes e desenho dos pais com o título “Heróis de Ontem e de Hoje”.

Um vídeo interessante para dar idéia de heróis gregos é “Hércules” (em VHS), encontrável em locadoras.

Trabalho infantil em pauta



Disciplina: História
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Trabalho infantil
Tipo: Texto

O emprego da força de trabalho de crianças e adolescentes no Brasil é considerado natural por muitas pessoas e vem acontecendo há séculos. Isso porque a idéia de que o trabalho infantil ajuda a mudar a situação de pobreza da família ou “tira os meninos da rua” está arraigada em nossa cultura.

Uma possibilidade para tentar mudar esse pensamento, para além dos direitos conquistados e garantidos pela legislação brasileira, passa pela conscientização da sociedade sobre o tema. Um bom começo é discutir o assunto em sala de aula.

Entre tantos outros recursos que podem ser utilizados para criar um ambiente propício à discussão, sugerimos o livro "Serafina e a Criança que Trabalha”, de Jô Azevedo, Iolanda Huzak e Cristina Porto, para enriquecer o debate.

Com visual primoroso, aliando desenho e fotografia, o livro narra a história de um outro livro a respeito do trabalho infantil, que uma professora leva para ler em uma aula.

É dessa forma que as autoras apresentam dados sobre o trabalho infantil no Brasil: sua incidência por diversas regiões, as atividades econômicas em que crianças e adolescentes mais trabalham, os baixíssimos salários. Essas informações são úteis porque permitem aos alunos visualizar o problema do trabalho infantil em sua complexidade.

Como a estrutura do livro reproduz uma situação de aula, sua leitura fornece ao professor dicas de como o assunto pode ser trabalhado com os alunos do Ensino Fundamental.

Referência:
AZEVEDO, Jô; HUZAK, Iolanda & PORTO, Cristina. Serafina e a criança que trabalha. São Paulo: Ática, 2000.

Texto original: Ronilde Rocha Machado

Construção de maquetes com sucata


Construção de maquetes com sucata
Disciplina: Geografia
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Representação tridimensional do espaço
Tipo: Metodologias
Mapas como o do Brasil ou dos Estados são representações abstratas e podem ter um significado muito diferente do usual para as crianças das séries iniciais.

O trabalho com mapas e a linguagem cartográfica podem ser iniciados a partir da construção de maquetes de espaços mais próximos, com os quais a criança tem relação afetiva: a sala de aula, a quadra de esportes, o lugar que mais gosta de sua casa etc.

Antes da realização da atividade, o professor deve conversar com os alunos, mostrando alguns desenhos, fotografias e mapas, levantar com eles o que já sabem a respeito das formas de representar espaços e as hipóteses que têm sobre essas representações. Com esses dados, o professor discute a questão e propõe a construção de uma maquete.

Material para a maquete: papel colorido, caixas de papelão, caixas de fósforo vazia, retalhos e vários tipos de sucata.

Para a confecção de maquete da sala de aula, por exemplo, pode-se dividir a classe em grupos de quatro alunos.

Em primeiro lugar, os alunos devem discutir como vão representar a sala, onde se localizam a porta e as janelas, quais são os objetos ali existentes. Depois escolhem os materiais que desejam utilizar, como uma caixa de papelão que tenha formato parecido com o da sala de aula.

As carteiras, a mesa do professor, o armário, o cesto de lixo e demais móveis podem ser feitos com caixas de fósforos, tampinhas e outros objetos. Mesmo sem escala, todos os móveis e objetos da sala devem ser representados na posição real.

Os alunos podem enfeitar a maquete cobrindo as caixas com papel colorido, representar a lousa com papel verde e acrescentar outros detalhes, se houver.

O professor acompanha os procedimentos de cada grupo, intervindo quando necessário para que a representação seja a mais próxima possível do espaço real. Por exemplo:
• Vocês contaram a quantidade de carteiras que existem na sala?
• A quantidade de janelas está correta?
• Onde a lousa deve ser colocada?
• Como vocês podem representar o armário?
• Verifiquem se o cesto de lixo está à esquerda da porta etc.

Por fim, o professor pode promover uma exposição na sala de aula ou no pátio da escola das maquetes confeccionadas pelos diversos grupos.

É importante lembrar que a percepção espacial da criança, nessa faixa etária, é tridimensional. A maquete que reproduz o espaço do cotidiano do aluno é condição para a futura compreensão das formas de representação espacial mais abstratas, como a planificação do espaço e a escala.

Texto original: Vera Lúcia

Brincando de Cientista




Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Desenvolvimento da capacidade de pensar
Tipo: Metodologias


Ao trabalhar a capacidade de pensar e solucionar problemas, o professor deve criar condições em sala de aula para que os alunos exercitem as habilidades de observação, descrição, classificação, análise de dados, elaboração de hipóteses, experimentação etc.

O ensino de Ciências envolve não só aprender os conhecimentos científicos atuais, mas aprender, também, como se constrói um novo conhecimento científico.

É necessário que, desde a primeira série, o professor crie oportunidades e situações nas quais a criança participe ativamente da construção desses conhecimentos.

Brincando de cientista é uma atividade simples, mas que proporciona ao aluno a vivência de situações de descoberta e das habilidades de experimentação, observação, inferência, levantamento de hipóteses e comparação.

Materiais necessários:
• 5 sacos plásticos de 5 litros;
• 5 sacos de papel pardo;
• objetos variados como tampinhas, sementes, bolinhas, clipes etc.;
• cordão;
• cadernos dos alunos.
Procedimento 1 - Explicando para as crianças como é a atividade
Neste momento, não divida a turma em grupos. Se as crianças estiverem agrupadas vão começar a conversar e o professor vai ter muita dificuldade de falar com todas elas.

Procedimento 2 - Cada equipe vai descobrir o que tem dentro dos sacos
• Divida a classe em cinco grupos e elabore um material para cada grupo.
• Selecione objetos variados: um que faça algum barulho (chaveiro simples, argola com duas chaves, por exemplo); um que role, mas que não seja esférico (carretel de linha, ou pedaço de lápis, um chocolate “batom”); um esférico (bolinha de pingue-pongue); um cúbico (pedaço de madeira), um “plano” (como um clipe grande).
• Coloque em cada saco plástico apenas um dos objetos selecionados. Encha-o de ar (como balão), amarre-o com o cordão e coloque-o dentro do saco de papel pardo, amarrando-o bem.
• Escolha um para simular o que será feito com todos os sacos, que devem ser numerados. Não abra o que foi usado para a simulação. Estimule as crianças a exporem suas idéias. Em seguida, entregue os sacos para as equipes.
• Os alunos devem observar todos os sacos (as equipes ficam 5 minutos com cada saco, registram o que conseguem observar e pegam o próximo, em rodízio). Isso é importante para que elas possam pensar nos dados de observação – roda, não roda; faz barulho metálico; é espesso (cubo) ou fino (clipe). Esse procedimento é importante porque provoca diferentes observações por parte dos alunos e permite ao professor trabalhar com eles a idéia de inferência. A resposta à pergunta “O que você acha que tem dentro do saco nº 3?” pode ser obtida simplesmente ao abrir cada saco.
O mais importante aqui é o professor se preocupar com as problematizações. “Por que a gente acha que no saco 2 tem metais?” Os alunos têm condições de dizer que é “por causa do som”. Em toda a atividade, as observações serão auditivas e tácteis – roda, não roda; é fino (difícil de virar) ou espesso (dá trancos quando vira) etc.

Para finalizar a atividade o professor esclarece aos alunos que as atividades dos cientistas, na maioria das vezes, é de descobertas e de comprovações “do que há dentro”.

Lixo – Coleta Seletiva


Disciplina: Ciências
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Lixo tecnológico: pilhas e baterias
Tipo: Metodologias

Uma pesquisa sobre o destino de pilhas e baterias pode ser um começo interessante para os alunos perceberem que o lixo tecnológico contamina o solo, os lençóis freáticos e, conseqüentemente, o próprio ser humano.

Para tanto, peça aos alunos que perguntem aos familiares, amigos e vizinhos o que fazem com pilhas e baterias usadas. Por exemplo:
• O que você faz com as pilhas usadas?
• Você sabe que as pilhas e baterias jogadas no lixo podem prejudicar o meio ambiente e a nossa saúde?

Se a resposta a esta pergunta for “Sim”, pode-se fazer uma outra pergunta.
• Você sabe como as pilhas e baterias jogadas no lixo podem chegar a prejudicar o meio ambiente e a nossa saúde?

Se a resposta for “Não”, as crianças devem ser incentivadas a informar os entrevistados sobre o problema, incluindo o que fazer com essas pilhas.

Feita a pesquisa de campo, o professor coordena a tabulação dos dados e, com os alunos, elabora um relatório com a síntese das respostas.

Informe aos alunos que as pilhas e baterias são altamente prejudiciais porque contêm metais pesados como o chumbo, cádmio, zinco e mercúrio em níveis que podem causar sérios danos à saúde. O cádmio provoca disfunções renais e problemas pulmonares; o mercúrio afeta o estômago, os rins e o cérebro; o chumbo causa anemia, disfunção renal e perda de memória, e o zinco ataca os pulmões.

Explique aos alunos como o lixo acaba voltando para casa e causando todos esses problemas aos homens.

Finalmente, promova um concurso de cartazes para divulgar o impacto causado pelas pilhas e baterias. Mas antes mostre aos alunos alguns exemplos a fim de que eles percebam as qualidades de um bom cartaz, tais como texto curto, de fácil leitura, frases que chamam a atenção para a questão central, uso de cores etc.

Decida com a classe os critérios de seleção e premiação dos cartazes vencedores. O prêmio pode ser um pequeno diploma, um livro, uma menção honrosa etc.

Para valorizar todos os trabalhos, organize uma exposição pela escola ou em algum espaço comunitário; assim os alunos poderão perceber a importância de contribuírem para a formação de cidadãos capazes de agir corretamente com a natureza.

Organize com os alunos uma coleta semanal de pilhas e baterias usadas e pesquise na comunidade para quais empresas ou locais poderão ser enviadas.

Texto original: Vera Lúcia Moreira

Produção de conto de fadas


Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Produção de textos
Tipo: Metodologias

Uma aprendizagem efetiva pressupõe uma construção sólida de conceitos. Essa construção, por sua vez, implica estabelecer diferenças e semelhanças entre exemplos dos fatos/conteúdos em estudo e fazer comparações. Elas são necessárias para que as características do que está em estudo possam ser observadas, construindo os conceitos respectivos.

Por exemplo, se a proposta é produzir contos de fadas, é preciso que os alunos conheçam as características desse gênero. Conhecer tais características pressupõe comparar textos organizados nesse gênero com outros de outros gêneros, para estabelecer diferenças. Depois, comparar com textos do mesmo gênero, para estabelecer semelhanças e aprofundar as observações anteriores.

É possível, por exemplo, solicitar que os alunos comparem um conto de fadas ("A Bela Adormecida") com um conto maravilhoso ("Aladin e a lâmpada maravilhosa") e com um conto de aventuras ("Os doze trabalhos de Hércules").

Após observar as diferenças entre eles, é possível fazer o levantamento das características específicas do conto de fadas:
• presença das fadas, de uma heroína e da(o)
vilã(ão);
• organização num eixo temporal, com tempo indeterminado, que se organiza num movimento que prevê a apresentação do cenário e de uma situação de equilíbrio inicial;
• a alteração do equilíbrio por algum problema;
• a volta a um equilíbrio reconstruído pela resolução do problema (castigo do vilão, recompensa à “heroína/herói”) e um término com a apresentação de algumas expressões consagradas como “E foram felizes para sempre”.

É importante que essas observações sejam registradas por escrito (coletiva ou individualmente), para que possam ser comparadas com as que forem feitas na comparação entre textos do mesmo gênero, com a perspectiva de realizar tanto uma generalização quanto um aprofundamento.

Após o primeiro registro, é interessante que se procure caracterizar explicitamente o gênero em estudo, por meio da elaboração de um verbete, ao qual se deve voltar depois da segunda atividade de comparação para acrescentar informações, reformular o enunciado, aprofundando o conceito.

Texto original: Kátia Lomba Bräkling

Estudo de cores


Disciplina: Arte - Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Cores
Tipo: Artes Visuais

As cores utilizadas pelos artistas na pintura de suas obras são um dos elementos da linguagem plástica que, com a linha, a forma e os materiais, constroem os sentidos das obras de arte. Para que as crianças possam perceber a força da cor na obra dos artistas sugerimos aos professores a realização do seguinte trabalho:

Primeira aula
• Entregue para cada criança uma cópia em xerox preto-e-branco da obra Paisagem Brasileira, de Lasar Segall.
• Os alunos deverão pintá-la com lápis de cor ou giz de cera, colorindo essa imagem da maneira que melhor lhes convier.
• Guarde os trabalhos para a aula seguinte.

Segunda aula

Pendure na parede todos os trabalhos dos alunos e junto deles uma cópia colorida da obra "Paisagem Brasileira", de Lasar Segall.

Peça aos alunos que observem todos os trabalhos do grupo e a obra de arte do artista assinalando:
• as que chamam mais atenção e por quê;
• se alguém conseguiu pintar igual ao artista;
• as cores que o artista utilizou na sua pintura;
• se a obra do artista chama mais atenção do que o trabalho dos alunos;
• se alguém conseguiu ser tão caprichoso quanto o artista;
• se existem, na pintura do artista, cores que se repetem;
• onde elas estão e quais são;
• o que acontece na pintura de Lasar Segall;
• o que os alunos vêem na pintura do artista;
• que cor mais aparece nessa pintura.

Ao observar todos os trabalhos e as cores predominantes da pintura do artista, o professor pode mostrar ao grupo outras obras de Segall do período de Paisagem Brasileira e perceber os temas, as cores usadas e tentar descobrir por que as pinturas dessa fase do artista são tão coloridas. Essas informações podem ser obtidas no site do Erro! A referência de hiperlink não é válida..

Terceira aula

Para finalizar esse trabalho, que objetiva o conhecimento e o uso de cores, o professor poderá propor aos alunos a pintura da paisagem brasileira por eles imaginada a partir da motivação criada pela obra apresentada. Será que ela é diferente da pintada por Lasar Segall? Por quê?

A sugestão é que os alunos pintem com cores primárias, que você explicará quais são e por que são chamadas assim. Exponha os resultados juntando a eles o xerox colorido da obra do artista.

Outro ponto importante é sistematizar e registrar os conhecimentos adquiridos a respeito do artista e acerca das cores escrevendo sobre o que os alunos aprenderam com esse trabalho. Por fim, decida com os alunos o local ideal para a exposição dos trabalhos.

Texto original: Lelê Ancona
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro

Imitando animais


Disciplina: Arte - Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Teatro
Tipo: Metodologias

Quando se trabalha com jogos teatrais, o objetivo é ampliar a expressividade gestual dos alunos. É preciso ter em mente que todo trabalho de teatro deve começar com um aquecimento físico a fim de preparar o corpo para que se possa trabalhar sua expressividade.

Para isso, proponha um aquecimento físico com música. Inicialmente, os alunos, orientados pelo professor, deverão se locomover no espaço, explorando-o. A consigna consiste em acompanhar o ritmo da música movimentando o corpo na altura do chão, na altura de quem está andando e no mais alto nível que conseguirem.

Com o corpo aquecido, passa-se ao aquecimento do pensamento/imagem, que consiste em um levantamento do conhecimento prévio dos alunos sobre bichos que se locomovem na altura do chão, na altura do andar humano e em alturas maiores.

Proponha que eles ocupem um lugar no espaço da sala divididos em três grupos:
• um canto para os animais que se locomovem e produzem movimentos na altura do chão;
• outro espaço para aqueles que querem trabalhar a expressividade dos animais que se locomovem no nível médio;
• outro espaço para os que querem trabalhar com alturas maiores.

Os grupos devem realizar ensaios representando o bicho anteriormente imaginado. Depois, os alunos sentam-se no chão de forma que ocupem todo o espaço da sala, e cada um apresenta seu animal e imita sua forma de ser, ressaltando:
• posição do animal parado;
• forma de locomoção;
• voz (som que emite);
• expressão física do animal.

Com a ajuda de todo o grupo, o professor pode propor também algumas situações nas quais os animais podem estar dormindo, comendo, passeando etc.

Novas situações de cenas podem ser criadas:
• Uma conversa entre o animal que se locomove no alto e o rastejante.
• Uma confusão criada pelos animais que se locomovem no nível médio.
• Uma coisa engraçada que acontece nos três grupos de animais...

No decorrer da atividade, é interessante a troca de personagens para que os alunos possam vivenciar diversos animais e, conseqüentemente, diferentes maneiras de produzir gestos e sons.

No final da atividade, faça uma avaliação a partir das respostas dos alunos sobre o que foi mais difícil fazer, o que foi mais fácil e o que eles gostariam de ter feito e não aconteceu nessa aula, e aproveite esse material para preparar a próxima aula de teatro com o seu grupo.

Para aprofundar:

É interessante olhar livros e revistas com informações sobre animais, conversar sobre seus hábitos, programar visitas ao zoológico, resgatar conhecimentos prévios dos alunos sobre animais, assistir a filmes e vídeos com imagens de animais...

Texto original: Lelê Ancona
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro

Paisagem sonora



Disciplina: Arte - Educação Artística
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Música, paisagem sonora
Tipo: Músicas
O conceito de “Paisagem sonora” tornou-se conhecido para os educadores em música a partir do trabalho produzido pelo professor canadense Murray Schaffer. Em seus estudos, ele trabalha com a percepção de sons de diversos ambientes e utiliza estratégias para sensibilizar o ouvido de seus alunos, como fazer um passeio por um bosque de olhos vendados.

Povos e culturas diversos apresentam paisagens sonoras diferentes. A paisagem sonora na qual vivemos nos traz o sentimento de pertencimento, de fazer parte daquele ambiente. Alguns músicos da contemporaneidade inspiram-se nessas diferentes paisagens, criando em suas composições sons que não são produzidos por instrumentos musicais, como Hermeto Pascoal e John Cage, entre outros.

Para que as crianças sejam estimuladas a perceber e identificar sons nos diversos ambientes em que vivem e de entender melhor o conceito de paisagem sonora, uma atividade que pode ser proposta é um passeio pela escola. Nesse passeio, as crianças registram em gravadores os sons do pátio, da diretoria, da rua, da sala de aula, da cantina, da aula de Educação Física, do recreio, da sala dos professores, da entrada, da saída, enfim, os sons que compõem a paisagem sonora da escola.

De volta à classe, todos ouvem as fitas, tentando descobrir a localização de cada som e suas principais características - se são altos ou baixos (volume), graves ou agudos, longos ou curtos (duração). Para ampliar o foco da discussão, pode-se conversar com os alunos e pedir-lhes que descubram outras paisagens sonoras diferentes da escola: a rua em diferentes horários, a casa, o shopping, um ginásio de esportes, a igreja etc.

Na aula seguinte, o professor propõe uma nova audição do material recolhido para reorganizá-lo, estimulando as crianças a perceberem pelos sons os locais de onde foram gravados. Depois, pode-se construir um roteiro como se fosse um percurso pela escola e produzir com o grupo uma nova gravação, seguindo o roteiro. Essa gravação deve corresponder a um passeio sonoro pela escola. Esse trabalho pode ser realizado em grupos, com cada um cuidando de uma parte do passeio.

Para finalizar a atividade, toda a classe ouve o “Passeio sonoro pela escola”, avalia os sons que descobriram nesse percurso e como esse trabalho interferiu na percepção de outros sons fora da escola.

Referência:

SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Unesp, 1991.

Texto original: Maria Terezinha Teles Guerra
Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro