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terça-feira, 24 de novembro de 2009

TEXTO PARA REFLEXÃO- aprender...



Luís Fernando Veríssimo
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha).
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
(Está cheio de gente querendo te convencer!).
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
(Na maioria das vezes quem está te olhando também não sabe! Ta valendo!).
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
(Deus deu 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer hora-extra!).
5. Não confunda sua carreira com sua vida.
(Aprenda a fazer escolhas: trabalho é trabalho , vida pessoal é vida pessoal !).
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
(Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!).
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria 'reuniões'.
(Onde ninguém se entende.....)
8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'.
(Ouvir música é hobby... No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental!).
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito
(Que bom!)
10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
(É Verdade!).
Uma última, mas não menos sábia.
'Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra.'
William Shakespeare

0 NOVAS COMPETÊNCIAS PARA ENSINAR


Perrenoud, Philippe (2000) 10 Novas Competências para Ensinar, Artmed.

1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem
Conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em 0bjetivos de aprendizagem.
Trabalhar a partir das representações dos alunos.
Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem.
Construir e planear dispositivos e seqüências didáticas.
Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.

2. Administrar a progressão das aprendizagens
Conceber e administrar situações problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos.
Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino.
Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem.
Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa.
Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão
3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação
Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma.
Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço mais vasto.
Fornecer apoio integrado, trabalhar com alunos portadores de grandes dificuldades.
Desenvolver a cooperação entre os alunos e certas formas simples de ensino mútuo.

4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho

Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de auto-avaliação.
Instituir um conselho de alunos e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos.
Oferecer atividades opcionais de formação, à la carte.
Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.

5. Trabalhar em equipe
Elaborar um projeto em equipe, representações comuns.
Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões.
Formar e renovar uma equipe pedagógica.
Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais.
Administrar crises ou conflitos interpessoais.

6. Participar da administração da escola
Elaborar, negociar um projeto da instituição.
Administrar os recursos da escola.
Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros.
Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos.
7. Informar e envolver os pais
Dirigir reuniões de informação e de debate.
Fazer entrevistas.
Envolver os pais na construção dos saberes.

8. Utilizar novas tecnologias
Utilizar editores de texto.
Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino.
Comunicar-se à distância por meio da telemática.
Utilizar as ferramentas multimídia no ensino.
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão
Prevenir a violência na escola e fora dela.
Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais.
Participar da criação de regras de vida comum referente à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta.
Analisar a relação pedagógica, a autoridade e a comunicação em aula.
Desenvolver o senso de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça.
10 Administrar sua própria formação contínua
Saber explicitar as próprias práticas.
Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação contínua.
Negociar um projeto de formação comum com os colegas (equipe, escola, rede).
Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou do sistema educativo.
Acolher a formação dos colegas e participar dela.

Sugestões/Indicações

1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem

1.1. Conhecer os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem.
Relacionar os conteúdos com os objetivos e as situações de aprendizagem.
Dominar os conteúdos com suficiente fluência para construí-los em situações abertas ou em tarefas complexas.
Os saberes e os saber-fazer são construídos em situações múltiplas e complexas, cada uma delas dizendo respeito a vários objetivos/disciplinas.
Explorar acontecimentos e interesses dos alunos para favorecer a apropriação ativa e a transferência dos saberes.
O professor deve saber identificar ‘noções-núcleo’ (Meirieu, 1989) ou ‘competências-chave’ (Perrenoud, 1998) para organizar as aprendizagens, orientar o trabalho em aula e estabelecer prioridades.

1.2. Trabalhar a partir das representações dos alunos.
Uma boa pedagogia não ignora o que os alunos pensam e sabem.
É errado trabalhar a partir das representações dos alunos para a seguir as desvalorizar.
Resta trabalhar a partir das concepções dos alunos, dialogar com eles, fazer com que sejam avaliadas para aproximá-las dos conhecimentos científicos a serem ensinados.

1.3. Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem.
Aprender não é primeiramente memorizar, retocar informação, mas reestruturar o seu sistema de compreensão do mundo.
A didática das disciplinas interessa-se cada vez mais pelos erros e tenta compreendê-los, antes de combatê-los.
Astolfi propõe que se considere o erro como uma ferramenta para ensinar, um revelador dos mecanismos de pensamento do aluno.

1.4. Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas.
Uma situação de aprendizagem insere-se num dispositivo e numa seqüência didática na qual cada tarefa é uma etapa em progressão.
o dispositivo depende dos conteúdos, do nível dos alunos, das opções do professor.
A competência consiste na busca de um amplo repertório de dispositivos e de seqüências de aprendizagem e na identificação do que eles/as mobilizam e ensinam.

1.5. Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento
O mais importante permanece implícito porque uma seqüência didática só se desenvolve se os alunos a aceitarem e tiverem realmente vontade de saber.
A dinâmica de uma pesquisa é sempre simultaneamente intelectual, emocional e relacional. Daí o delicado equilíbrio entre a estruturação didática e a dinâmica da turma.
A competência passa pela arte de comunicar, seduzir, encorajar, mobilizar, envolvendo-se como pessoa.

2. Administrar a progressão das aprendizagens

2.1.Conceber e administrar situações/problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos.
Características de uma situação-problema:
(i) constituir um obstáculo para a turma.
(ii) estudo de uma situação concreta, hipóteses.
(iii) um verdadeiro enigma para ser resolvido.
(iv) necessidade de usar instrumentos com vista à resolução.
(v) oferecer resistência suficiente.
(vi) situar-se na zona de desenvolvimento proximal (Vygotsky).
(vii) antecipação dos resultados precede a busca
(viii) debate científico dentro da classe.
(ix) a validação da solução é feita conjuntamente (não pelo prof).
(x) reexame coletivo do caminho percorrido à consolidação dos procedimentos para projetos futuros.
2.2. Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino.
A massificação e a urbanização generalizaram as classes de um único nível com prejuízo da visão longitudinal dos objetivos programáticos.
Felizmente que nem todas as escolas funcionam assim, facilitando a construção de estratégias de ensino-aprendizagem a longo prazo.
Não se pode pretender que os alunos alcancem num ano a capacidade de ler, escrever, refletir, argumentar, expressar-se pelo desenho ou pela música, cooperar, realizar projetos.
Para preencher esta insuficiência é fundamental o trabalho em equipe entre os colegas que ensinam vários níveis.
O verdadeiro desafio é o domínio da totalidade da formação de um ciclo de aprendizagem e, se possível, de todo o ensino básico.

2.3. Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem.
As atividades de aprendizagem são escolhidas em função de uma ‘teoria’-científica ou ingênua, pessoal ou partilhada.
Saber escolher e modular as atividades de aprendizagem é uma competência essencial, que supõe um bom conhecimento dos mecanismos gerais do desenvolvimento e da aprendizagem, não isoladamente, mas em cooperação com os colegas.

2.4. Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa.
Nada substitui a observação dos alunos no trabalho, quando se quer conhecer as suas competências.
A primeira intenção é formativa e deve contribuir para levar o aluno a aprender melhor e a ter uma melhor percepção do seu trabalho.
O prof. deve: estimular a auto-avaliação, a avaliação mútua, a metacognição, ter uma percepção da classe para (re)orientar o ensino.

2.5. Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão.
Convicção preliminar de que cada aluno é capaz de alcançar os objetivos
mínimos.
Operacionalização de várias formas de trabalho e de regulação do percurso individual de cada aluno.
Saber constantemente onde se encontra cada aluno e regular o seu percurso de acordo com isso.
3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação
3.1. Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma
Mesmo a turmas organizadas em torno de alunos da mesma idade, não são verdadeiramente homogêneas devido às disparidades nos seus diferentes níveis de desenvolvimento.
Quando o professor assume a heterogeneidade, a primeira tentação é a da formação de grupos homogêneos. Mas esta é uma solução a que só se deve recorrer pontualmente, devendo ser prioridade recair no trabalho com grupos-heterogêneos.
O importante, numa pedagogia diferenciada, é criar dispositivos múltiplos, não baseando tudo na intervenção do professor.
Para isso, pode optar por:
(i) utilizar planos semanais.
(ii) propor tarefas auto-corretivas.
(iii) utilizar software interativo.
(iv) organizar o espaço de aula em oficinas, entre as quais os alunos circulam.
3.2. Abrir, ampliar a gestão de aula para um espaço mais vasto.
Utilizando apenas as quatro paredes da sala de aula, poucos professores poderão fazer milagres. Não é possível encontrar aqui e ali um novo Freinet e inventar sozinho uma pedagogia diferenciada, ativa, cooperativa e adequada aos seus alunos.
Parece mais sensato convidar os professores a juntar as suas forças, a nível local, para conceber a diferenciação a várias escalas (turmas/anos) - organizar a aprendizagem em ciclos de atividade, conceber espaços de formação (tempo, recursos, forças, imaginação) que reagrupem a aprendizagem dos alunos.
As equipes pedagógicas que se lançam neste desafio, começam por gastar o seu tempo com problemas de organização e a aprender a negociação e a cooperação, reencontrando pontos de referência e fazendo recair as suas decisões na definição de estratégias de ensino-aprendizagem que vão ao encontro dos problemas dos alunos.

3.3. Fornecer apoio integrado, trabalhar com alunos portadores de grandes dificuldades.
O desempenho dos professores de apoio experientes traduz-se:
(i) saber observar a criança na situação
(ii) dominar o procedimento clínico (observar, agir, corrigir)
(iii) saber construir situações didáticas a partir do aluno
(iv) saber negociar/explicitar um contrato pedagógico
(v) praticar uma abordagem sistêmica (comunicação, conflito, paradoxo, rejeição, não se sentir ameaçado à menor disfunção)
(vi) estar consciente dos riscos que se corre e faz correr numa situação de atendimento
(vii) ter domínio dos aspectos afetivos e relacionais
(viii) saber levar em conta a diferença e o ritmo do aluno
(ix) ter boas bases de psicologia social e refletir sobre a ação.

3.4. Desenvolver a cooperação entre os alunos e certas formas simples de ensino mútuo
Os alunos podem formar-se mutuamente sem que um deles assuma o papel de professor, basta envolvê-los numa tarefa cooperativa.
Não se aprende sozinho. O verdadeiro desafio é inventar tarefas que imponham uma verdadeira cooperação.
Toda a pedagogia diferenciada exige a cooperação ativa dos alunos - implantar instituições internas, aprender a democracia e a regular o trabalho coletivo.

4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho.

4.1. Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de auto-avaliação.
Na realidade, o desejo de saber e a decisão de aprender, pareceram, por muito tempo, fatores fora do alcance da ação pedagógica: se estivessem presentes pareceria possível ensinar, se não o estivessem nenhuma aprendizagem pareceria possível.
Aprender exige tempo, esforços, emoções dolorosas, angústia do fracasso, medo do julgamento de terceiros.
O professor deve saber aplicar estratégias que intensifiquem o desejo de aprender.
Antes do ingresso na cultura escrita, já muitas crianças oriundas de meios favorecidos apresentam esta vontade. Este trabalho terá de ser realizado pelo professor com as outras (como poderia a criança desejar o domínio de uma coisa que mal imagina que existe?).
4.2. Instituir um conselho de alunos e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos.
O conselho de classe, inventado por Freinet, é muitas vezes reduzido a um lugar de resolução de desvios e conflitos. O trabalho, os saberes e a aprendizagem não devem ser expulsos deste conselho, porque os problemas podem ser causados pelo tédio e pela falta de sentido do trabalho escolar.
Como forma de aperfeiçoar o contrato pedagógico, porque não instituir os ‘direitos do aprendiz’:
(1) não estar sempre atento,
(2) ao seu foro íntimo,
(3) a só aprender o que tem sentido,
(4) a se movimentar…
Os poderes do grupo-turma são consideráveis e podem desempenhar um papel importante de mediação: a relação com o saber pode ser redefinida na turma, supondo da parte do professor, a vontade e a capacidade de escutar os alunos e de ajudá-los a formular o seu pensamento.
4.3. Oferecer atividades opcionais de formação.
Não é uma atividade menor. Qualquer um é capaz de propor atividades equivalentes em certos momentos: o tema de um texto ou desenho, a escolha de um poema ou canção.
Geralmente, os professores subestimam a importância dessas escolhas dos alunos, apenas o fazem nas disciplinas secundárias ou só aceitam as propostas se eles próprios dominarem todas as suas implicações.
No entanto, o sentido de uma atividade, para qualquer um, depende muito do seu caráter escolhido ou não escolhido. Quando a escolha é rígida aumenta o cansaço, o stress, a insatisfação e a ausência de sentido.
A escolha pode ajudar à diversificação.

4.4. Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.
Face à realidade, a emergência de um projeto pessoal do aluno (PPA) parece uma espécie de fraude, porque aos alunos com um PPA a escola quase não oferece encorajamentos.
A primeira faceta desta competência consiste em identificar os PPA’s, sobre as diferentes formas, valorizá-los e reforçá-los.
5. Trabalhar em equipe

5.1. Elaborar um projeto em equipe, representações comuns.
A escola caminha para a cooperação profissional:
(i) os professores, os psicólogos e as equipes de apoio,
(ii) a emergência no 1º ciclo de papéis específicos (APA, coordenação de projetos, intervenção de professores especialistas),
(iii) partilha de recursos, partilha de idéias, partilha de alunos.
Se todos se protegerem e só oferecerem uma idéia lisa, as trocas permanecerão vazias. Serão sempre os mesmos a falar, os mesmos a ouvir, alguns sentir-se-ão julgados e desacreditados.
Logo os professores devem saber trabalhar eficazmente em equipe:
(i) Assumindo os seus medos, perdas de autonomia, territórios a proteger.
(ii) fazendo a transição da pseudo-equipe para a verdadeira equipe,
(iii) discernindo os problemas que requerem cooperação e criando o espírito de uma cultura de cooperação.

5.2. Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões.
Todos os membros de um grupo são coletivamente responsáveis pelo seu funcionamento: respeito pelos horários, por chegar a conclusões, por dividir tarefas, combinar os próximos encontros, a avaliação e a regulação do funcionamento.
É sensato delegar-se um condutor do grupo para conduzir as reuniões e evitar:
(i) todos a falar ao mesmo tempo,
(ii) mudar/saltar de assunto,
(iii) alguém de monopolizar o debate e outros não falarem ou expressarem as suas idéias,
(iv) posições categóricas. (v) atrasos e abandonos da sessão a meios.
No entanto, quando alguém toma as rédeas pode ser alvo de sarcasmos ‘sim chefe!’. «É preciso ser ingênuo ou um tanto kamikase para desempenhar esse papel no meio docente.
5.3. Formar e renovar uma equipe pedagógica.
A iniciativa para formar uma equipa pode resultar:
(i) do desejo de colaboração entre 2 ou mais pessoas.
(ii) de uma decisão dos órgãos de gestão para fazer face a um problema interno/externo.
(iii) da união para fazer frente a uma ameaça ou conflito.
(iv) da subdivisão em núcleos mais pequenos de um projeto do estabelecimento. (v) da iniciativa ou desejo de inovação de alguns professores que tentam mobilizar os seus colegas.
5.4. Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais
Uma equipe perde o vigor se não conseguir ‘trabalhar sobre o trabalho’.
O verdadeiro trabalho de equipe começa quando os seus membros se afastam do ‘muro de lamentações’ para agir, utilizando toda a sua autonomia e capacidade de ação.
5.5. Administrar crises ou conflitos interpessoais
É preciso abandonar a ilusão dos discursos sobre a paz e harmonia. O conflito faz parte da vida e é a expressão da capacidade de recusar e de divergir que faz parte da nossa autonomia.
Uma sociedade sem conflitos seria uma ‘sociedade de ovelhas’ ou uma sociedade onde ninguém pensa. Porque dramatizar inutilmente as oposições (jogos relacionais, de poder, de acerto de contas)?
Coloquemos o conflito como componente da ação coletiva e questionemo-nos sobre a forma como poderemos utilizá-lo de maneira mais construtiva que destrutiva.
6. Participar na Administração da Escola

6.1. Elaborar, negociar um projeto da instituição.
As ‘costuras’ dos sistemas educativos desmancham-se por mil razões, mas principalmente porque o seu sistema de gestão permanece arcaico, burocrático, mais baseado na desconfiança do que na confiança, na liberdade clandestina do que na autonomia assumida, na ficção do respeito escrupuloso dos textos do que na delegação de poderes, na aparência do controlo do que na transparência das escolhas e delas prestar conta.
Será necessário que antes de se formar os professores para participar na escola, se deva esperar para que essa evolução ocorra plenamente nas mentes, nos textos legislativos ou modelos de trabalho? Não! A mudança começa com a adesão progressiva a novos modelos e com a construção progressiva dos saberes e das competências capazes de os pôr em prática.
Não há pior adversário da mudança do que esta constatação que os cépticos gostam de sussurrar: «isso não vai funcionar», «eles não são capazes».
Deseja-se que o projeto da instituição estimule a colaboração daqueles que aspiram abertamente a uma verdadeira autonomia profissional.
Favorecer a sobrevivência de um projeto exige competências fora do comum dos intervenientes:
(i) perceber a ambigüidade, a tensão, a realidade e os limites da autonomia, mantendo o equilíbrio e o sentido crítico;
(ii) construir uma estratégia coletiva.
6.2. Administrar os recursos da escola.
Pode parecer simples, mas compromete a responsabilidade individual e coletiva dos professores na gestão racional dos equipamentos/recursos, tendo em conta o orçamento disponível.
É fundamental que todos participem na repartição eqüitativa dos recursos e na definição das prioridades (aquisição e utilização).

6.3. Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros.
O papel do presidente do CE será o de facilitar a cooperação entre os diversos profissionais.
Muitos professores trabalham sozinhos ou com um ou dois colegas mais próximos, mas um mínimo de coordenação é necessária para: a interpretação do programa e da avaliação, o funcionamento do grupo/classe, o tratamento de alguns casos, uma certa coesão da relação com os alunos e os pais, partilhar recursos, etc.

6.4. Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos.
A participação dos alunos justifica-se por um duplo ponto de vista: o direito a participar nas decisões que lhe dizem respeito e porque isso constitui uma forma de educação para a cidadania.
A turma é o primeiro lugar de participação democrática e de educação para a cidadania.
É nela que se enfrenta a contradição entre o desejo de emancipar os alunos e a tentação de moldá-los.
A pedagogia de Freinet oferece procedimentos concretos para conciliar esta prática e para construir instituições internas.
7. Informar e Envolver os Pais

7.1. Dirigir reuniões de informação e de debate.
Os pais que assistem a uma ‘reunião de pais’ sabem, ou descobrem, que este não é o momento apropriado para resolver os casos particulares.
Mas, quando a situação do seu filho realmente os preocupa, podem ficar tentados a falar disso no meio de um problema geral: trabalhos de casa excessivos/insuficientes, disciplina/indisciplina, avaliação muito rigorosa/ generosa, etc.
O professor terá que adquirir a capacidade de decodificar, em declarações aparentemente gerais, preocupações pessoais e tratá-las como tal.
Terá de adquirir a competência de não marcar reuniões gerais quando os pais têm preocupações particulares.
Uma das competências maiores é distinguir com clareza a sua autonomia profissional, a política educativa, os programas, as normas e as orientações da instituição. Dissociar-se totalmente da instituição que o emprega é tão desastroso quanto assumir categoricamente todos os diplomas legais.

7.2. Fazer entrevistas.
A entrevista deve ser preparada, definidos os seus objetivos, modo da iniciar e de deixar os interlocutores à vontade.
Convocar os pais autoritariamente e tratá-los como acusados no tribunal não permite instaurar um diálogo de igual para igual.
Alguns professores cultivam uma tal assimetria na relação que pode levar os pais a se sentirem tratados como alunos.
A competência maior é saber situar-se claramente: partilhando responsabilidades, inquietações, mobilizando-os e utilizando um tom cortês.
7.3. Envolver os pais na construção dos saberes.
Não se limita a convidá-los a desempenhar o seu papel de controlo do trabalho escolar do seu educando, a mobilizá-los para a dinamização de oficinas, apresentar a sua profissão ou uma paixão, mas também envolver os pais na construção dos saberes i.e. conseguir a sua adesão à pedagogia do professor.
Se quisermos a democratização do ensino, só nos resta defender uma pedagogia ativa e diferenciada, explicando-a aos pais e tentando onquistar os mais renitentes.
7.4. Enrolar
Nas relações com os pais devem ser evitadas algumas tentações:
(i) negar fatos;
(ii) insistir no seu caráter excepcional;
(iii) admitir que há pessoas indesejáveis na turma;
(iv) distanciar-se dos colegas;
(v) invocar falta de autoridade do EE; (vi) afirmar que o interlocutor não é representativo;
(vii) referir as dificuldades das condições de trabalho ou de funcionamento,
(viii) lembrar o respeito aos territórios, etc. - Saber informar e envolver os pais é ser capaz de utilizar apenas excepcionalmente este tipo de argumentos. É assumir a incerteza e o conflito e aceitar a necessidade de instâncias de regulação.
A parceria é uma construção permanente, onde tudo correrá melhor se os professores aceitarem tomar a iniciativa, sem monopolizar a discussão, dando provas de serenidade.

8. Utilizar novas Tecnologias

8.1. Utilizar editores de texto.
A escola não pode ignorar as novas tecnologias de informação e da comunicação (TIC), que transformam espectacularmente as nossas maneiras de comunicar, de trabalhar, de decidir e de pensar.
Tradicionalmente, o ensino baseia-se em documentos. Um professor pouco criativo contentar-se-á com a utilização do manual escolar.
Através das TIC, professores e alunos terão acesso a todos os mapas imagináveis (políticos, físicos, econômicos, demográficos), com possibilidades
ilimitadas de mudança de escala, de passagem a textos explicativos, animações ou até mesmo a imagens diretas via satélite.
A transferência do impresso para o suporte digital supõe que o professor construa a capacidade de saber o que está disponível, de mover-se nesse mundo e de fazer escolhas.
É possível escolher e apresentar documentos, adaptá-los, enriquece-los com imagens ou outras fontes.

8.2. Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos de ensino
Podemos fazer uso didático de 2 tipos de software: os programas que são feitos para o ensino e os que não o sendo podem ser explorados para fins didáticos.
O Ensino ou a Aprendizagem Assistida por computador (EA ou AA) contam-se entre os primeiros. A sua evolução tem recaído no modo de formulação das perguntas e das respostas, na sua animação e aspecto gráfico, na sofisticação crescente dos programas de modo a analisar as respostas e a gerir as progressões.
Os processadores de texto, as folhas de cálculo, os programas de processamento de imagem fazem parte dos segundos. O papel do professor consistirá na seleção dos programas que lhe parecem mais adequados para facilitar o trabalho, o aprofundamento e o domínio da matéria pelo aluno.

8.3. Comunicar à distância por email.
Há alguns anos pareceria ficção científica. Hoje, uma turma pode trocar correspondência, várias vezes ao dia, com a turma da sala do lado ou do outro lado do Atlântico.
Escreve-se a mensagem de algumas linhas ou de algumas páginas, pouco importa, junta-se ou não documentos mais volumosos (textos, imagens , sons) e envia-se selecionando-se a morada no livro de endereços.
A distância está igualmente esbatida na consulta de sites temáticos, na consulta de bases de dados ou do horário de uma instituição.

8.4. Utilizar as ferramentas multimédia no ensino
Cada vez mais os CD-ROMs e os sites multimídia farão uma séria concorrência aos professores, se estes não quiserem ou não souberem utilizá-los para enriquecer o seu próprio ensino.
A competência do professor consistirá em utilizar os instrumentos multimídia já disponíveis e, talvez em desenvolver nesse domínio curiosidade e abertura.
9. Enfrentar os Deveres e os Dilemas Éticos da Profissão

9.1. Prevenir a violência na Escola e fora dela.
A violência, a brutalidade, os preconceitos, as desigualdades, as discriminações existem , a televisão exibe isso todos os dias. Não se pode pedir à escola que seja aberta à vida e fazer crer que todos os adultos aderem às virtudes cívicas e intelectuais que ela defende.
Agora, os adolescentes têm as condições propícias para ironizar as palavras idealistas dos seus professores e dos seus pais.
Quando se projetou o filme «Sementes de Violência», nos anos 60, pensava-se que isso só acontecia nos guetos americanos, com adolescentes abandonados à sua própria sorte. Hoje, todos os países desenvolvidos sabem que não é assim (desemprego, droga, álcool, tédio).
É por isso que lutar contra a violência na escola é, antes de mais nada, falar, elaborar uma significação coletiva dos atos de violência que nos circundam e reinventar regras e princípios de civilização.

9.2. Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais
Não basta ser individualmente contra os preconceitos e as discriminações, é necessário sê-lo também socialmente.
Os valores e o comprometimento pessoal do professor são decisivos para os alunos irem vencendo preconceitos e se tornarem mais tolerantes para com a diferença.

9.3. Participar da criação de regras da vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta.
É importante negociar as regras com os alunos. Mas o professor aberto a negociações não abandona o seu papel de adulto e de mestre e não instaura a autogestão, antes, procura constantemente:
Que a turma assuma de maneira responsável a definição das regras e a sua aplicação;
Mas quando a turma não o faz, assume ele inteiramente essa responsabilidade em favor do respeito pelas regras.
A competência fundamental do professor é saber viver na ambigüidade de ser partidário do acordo mas, ao mais pequeno sinal de alarme, assumir o seu papel de responsável/autoridade.
9.4. Analisar a relação pedagógica, a autoridade e a comunicação em aula
Sedução, chantagem afetiva, sadismo, amor e ódio, gosto pelo poder, medos e angústias jamais estarão ausentes da relação pedagógica.
A primeira competência do professor é aceitar essa complexidade e reconhecer os implícitos do ofício. Não pode renunciar inteiramente à sedução, à atração e a uma certa forma de manipulação. Necessita desses recursos para fazer o seu trabalho.
A sua competência é saber o que faz, o que supõe um trabalho regular de desenvolvimento pessoal e de análise das práticas.
O professor deve dominar as ‘técnicas de justiça’, o que supõe uma explicitação dos direitos e dos deveres, de alunos e professores, e um esclarecimento dos procedimentos de justiça na turma e na escola.
10. Administrar a Sua Própria Formação Contínua

10.1. Saber explicitar as próprias práticas.
Trata-se de uma competência vital porque ela condiciona a atualização e o desenvolvimento de todas as outras. Nada pode ser adquirido por ‘simples inércia’ e a ‘liberdade só se gasta se não for usada.
As práticas pedagógicas mudaram profundamente ao longo das últimas décadas:
(i) são baseadas em objetivos de nível taxonômico mais elevado;
(ii) visam mais as competências;
(iii) recorrem a métodos mais ativos;
(iv) deixam mais liberdade e manifestam maior respeito pelo aluno;
(v) concebem o ensino como a organização de situações de aprendizagem, ao invés de lições;
(vi) concedem mais espaço às tarefas abertas, situações-problema e trabalho de projeto;
(vii) valorizam a cooperação dos alunos;
(viii) tendem a romper o grupo-turma como única estrutura de trabalho; (ix) são mais sensíveis à pluralidade de culturas;
(x) estão mais dependentes da TIC e usam-nas mais;
(xi) dão mais espaço à ação, observação e experimentação;
(xii) são socialmente menos valorizadas e menos protegidas das críticas; etc.
Saber explicitar as suas práticas é a base de uma auto-formação:
(i) é aprender, é mudar a partir de diversos procedimentos;
(ii) entre eles, a leitura, a experimentação, a inovação, o trabalho em equipa, a reflexão ou a simples discussão com os colegas.
10.2. Estabelecer o seu próprio balanço de competências e o seu programa de formação
Podemos passar a vida a refletir sobre as questões da avaliação, sem que com isso se descubra o principio básico da avaliação formativa. Para ultrapassar o limite é necessário um salto qualitativo que passa pela construção de novos meios de ação pedagógica.
A lucidez profissional consiste em saber quando se pode progredir através dos meios que a situação oferece ou a partir de meios externos.

10.3. Negociar um projeto de formação comum com os colegas (equipa, escola,rede)
Quando há um coletivo forte ao nível da instituição é relativamente fácil definir as necessidades de formação com um projeto comum. Infelizmente tais condições estão longe de ser preenchidas em toda a parte; Em muitos estabelecimentos a cooperação profissional é incipiente.
É necessário que alguém tome a iniciativa e convença os seus colegas da importância da formulação de um projeto comum.

10.4. Envolver-se em tarefas numa escala mais ampla ou ao nível do Sistema Educativo
As competências exigidas a nível local, regional ou nacional são sensivelmente as mesmas.
Envolver-se em tarefas numa escala mais ampla é uma via para a formação contínua muito mais fecunda, porque impõe uma visão mais sistêmica e a tomada de consciência das diversas práticas, dos recursos e da organização.

10.5. Acolher a formação dos colegas e participar dela
Quando se pergunta aos professores se querem receber estagiários, isso pode ser visto como uma oportunidade de renovação.
Mas é preciso atingir um certo nível de especialização para pretender formar outrem, porque compartilhar saberes e criar experiências formadoras impele a explicitar, organizar e aprofundar o que se sabe.
Ou seja, obriga a refletir sobre aquilo em que se acredita dominar, a avaliar a parcela do implícito , de incerteza e de confusão, a identificar saberes ultrapassados, frágeis ou abandonados.

ESTRATÉGIAS DE LEITURA SEGUNDO ISABEL SOLÉ


“O ensino de estratégias de compreensão contribui para dotar os alunos dos recursos necessários para aprender a aprender.” (p.72)



•Leitura é “um processo mediante o qual se compreende a linguagem escrita (...).
• Para ler necessitamos simultaneamente manejar com destreza as habilidades de decodificação e aportar ao texto nossos objetivos, idéias e experiências prévias (...)” (p.23)


Estratégias fundamentais de compreensão de leitura:


•definição de objetivo da leitura,
•atualização de conhecimentos prévios,
•previsão,
•inferência e
•resumo.


Uma proposta de leitura em sala de aula deve contemplar três momentos:


•pré-leitura
•durante a leitura

. pós-leitura



PRÉ-LEITURA


1.a concepção que o professor tem sobre a leitura;
2.motivação para a leitura;
3.objetivos da leitura;
4.revisão e atualização do conhecimento prévio;
5.estabelecimento de previsões sobre o texto, baseadas nos aspectos do próprio texto; e
6.formulação de perguntas sobre o texto.


DURANTE A LEITURA...


•Como estratégia de leitura nesta etapa, a autora sugere as “tarefas de leitura compartilhadas”, em que o professor e o aluno assumem ora um, ora outro, a responsabilidade de organização e envolvimento no ato de ler.


PÓS-LEITURA


•ensino da “idéia principal” existente no texto
•o ensino do resumo
•formulação de perguntas e respostas (decodificação, compreensão e interpretação).


CONCLUSÃO

As estratégias de leitura, segundo Solé, podem ser utilizadas antes, durante e após a leitura, sendo que na pré leitura é feita uma análise, durante a leitura pode-se ter informações relevantes estabelecendo uma relação com as informações apresentadas no texto, e depois da leitura analisa-se o significado da mensagem do texto e a verificação de compreensão



:: Bibliografia: SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura.Porto Alegre: Artes Médicas, 199 (texto recebido por e-mail)

sábado, 7 de novembro de 2009

Para alfabetizar-Planejamento



Para fazer o planejamento da turma de seis anos, alguns livros são indispensáveis, além do de Arnold Gesell, que nos auxilia a entender como são os pequenos e como podemos agir na escola para ajudá-los.


Referenciais para alfabetização
Afinal "a leitura do mundo antecede a da palavra" e a nossa experiência faz muita diferença na hora de ler um texto.
Espero que gostem e que lhes seja útil.
CARVALHO, Marlene. Guia prático do alfabetizador. Série Princípios. Ed. Ática. São Paulo.



OBJETIVOS:

Analisar os diversos usos da escrita na vida cotidiana,
Descobrir que letras e números são diferentes,
Comparar a grande variedade de tipos de letras existentes (cursiva e de imprensa, maiúsculas e minúsculas, etc),
Descobrir que mesmo sem saber ler já se sabe alguma coisa de útil sobre a leitura,
Provocar o desejo de saber mais.
Antes de ensinar a decodificar letras e sons mostrar aos alunos o que se ganha com a leitura por meio de atividades de compreensão de leitura, para que a mesma faça sentido e lhe permita perceber os vários usos sociais da escrita.
Postado por Meu nome é Erika Araújo Uhlemann Corrêa
http://abcdaproerika.blogspot.com/2008/02/para-alfabetizar-parte-1.html

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O QUE FAZER COM ALUNOS QUE PARECEM NÃO APRENDER?



Depois que fizer as sondagens de escrita para avaliar as aprendizagens, dedique maior atenção àqueles alunos cujos resultados não correspondem às expectativas de aprendizagem, ou seja, que ainda não escrevem segundo a hipótese silábica com valor sonoro. Se mostrarem avanços, mas estes ainda forem pequenos, o que fazer?
Vários aspectos merecem ser considerados, mas um deles é fundamental: essas crianças precisam do seu acompanhamento diferenciado e próximo.
Mesmo que contem com a ajuda dos colegas nas propostas em duplas, é indispensável a intervenção direta e constante do professor. Seu apoio será importante, em certos momentos, para incentivá-las a continuar manifestando suas idéias. A relação que você estabelece com a criança e com o que ela produz é fundamental para que se sinta capaz de aprender. Em outros momentos, porém, cabem intervenções mais explícitas para que fiquem atentas às características do sistema de escrita; é o caso, por exemplo, de quando você pede para ajudarem a escrever certas palavras, faz perguntas sobre as letras iniciais ou finais etc.
Apresentamos a seguir algumas orientações gerais, que serão úteis no encaminhamento de qualquer atividade, com o intuito de criar condições para atender o maior número possível de alunos com dificuldades.


1. De posse das sondagens realizadas e da comparação dos resultados, identifique os alunos que necessitam de mais ajuda. Esse procedimento é essencial. É verdade que no dia-a-dia você obtém muitas informações acerca do que cada aluno já sabe. Mas as sondagens servem justamente para fortalecer essas impressões e, ao mesmo tempo, garantir que nada escape ao seu olhar. Sempre há alunos que não chamam tanto a atenção e não costumam pedir ajuda (são tímidos ou preferem não se manifestar), mas mostram ao longo do ano avanços menos significativos do que seria esperado, indicando que necessitam de um acompanhamento próximo – e isso não seria percebido sem a realização de sondagens periódicas.




2. Organize as duplas de modo que os dois parceiros estejam em momentos razoavelmente próximos em relação às hipóteses de escrita. Mais uma utilidade das sondagens: permitir que você agrupe os alunos de acordo com critérios mais objetivos. É sempre importante lembrar que a função das duplas não é garantir que todos façam as atividades corretamente, mas favorecer a mobilização dos conhecimentos de cada um, para que possam avançar. Lembre-se também de que uma boa dupla (a chamada dupla produtiva) é aquela em que os integrantes fazem uma troca constante de informações; um ajuda de fato o outro, e ambos aprendem. Preste muita atenção às interações que ocorrem nas duplas e promova trocas de acordo com o trabalho a ser desenvolvido.




3. Organize a classe de modo a deixar os alunos que mais necessitam de ajuda mais próximos de você, de preferência nas fileiras da frente. A tarefa do professor é altamente complexa. Inúmeras variáveis intervêm para que o objetivo de favorecer a aprendizagem de todos seja alcançado. Às vezes, detalhes permitem gerenciar melhor a ajuda que você pode oferecer. Um deles é o modo de organizar o espaço da classe. Se os alunos que demandam mais apoio e se dispersam com facilidade estiverem mais próximos a você, será mais fácil observar, orientar e intervir no trabalho que realizam.




4. Explique a todos o que deve ser feito em cada atividade, mesmo naquelas complementares, propostas apenas para os alunos que já escrevem convencionalmente. Este é mais um cuidado para potencializar a ajuda valiosa que você pode oferecer aos alunos que têm dificuldade. Se todos os alunos já sabem o que precisam fazer, seu apoio será mais produtivo para os que necessitam dele. Não se esqueça de explicar também a atividade complementar, a ser feita apenas por aqueles que trabalham num ritmo mais rápido, por lidarem melhor com os conteúdos propostos.




5. Após ter dado orientação para todos os alunos, caminhe entre eles e observe seus trabalhos, especialmente os daqueles que têm mais dificuldades. É importante circular entre os alunos enquanto eles trabalham por diversos motivos: avaliar se compreenderam a proposta, observar como estão interagindo, garantir que as informações circulem e que todos expressem o que sabem. Quando necessário, procure questionar e interferir, evitando criar a idéia de que qualquer resposta é válida. Observe também se o grau de dificuldade envolvido na proposta não está muito além do que podem alguns alunos, se não está excessivamente difícil para eles. Cada atividade propõe desafios destinados a favorecer a reflexão dos alunos. Muitas vezes você deverá fazer ajustes: questionar alguns para que reflitam um pouco mais, oferecer pistas para ajudar os inseguros. Você encontra sugestões para isso na orientação de cada atividade sugerida.
6. Se tiver muitos alunos que dependem de sua ajuda, acompanhe algumas duplas num dia e outras no dia seguinte. Lembre-se de que é necessário planejar diariamente atividades dedicadas à reflexão sobre o sistema de escrita (de escrita ou de leitura pelo aluno), já que esta é uma das prioridades do 1º ano. O desafio proposto para nós, professores, é muito grande, e sabemos que gerenciá-lo é uma arte. Não podemos ajudar todos, o tempo todo. Por isso, você precisa se organizar para melhorar as intervenções do ponto de vista qualitativo. Uma forma de garantir esse acompanhamento é sempre dar atenção particular a alguns alunos a cada dia. Além disso, a organização do trabalho em duplas permite que, mesmo nos momentos em que não contam com sua ajuda, possam trocar informações e se confrontar com idéias diferentes.
*FONTE: Guia para o planejamento do professor alfabetizado - VOL 3 (SMESP)

PARA RIR... OU PARA REFLETIR?...


MATEMÁTICA DE MENDIGO
Tenho que dar meus parabéns para esse estagiário que elaborou essa pesquisa tão perfeita, pois o resultado que ele conseguiu obter é a mais pura realidade.
Preste atenção nessa interessante pesquisa de um estagiário...

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no Verde)... Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.
Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem DOA nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.
Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto.
Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET). Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu?
É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.

Moral DA História :

É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...
Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.
Lembre-se :
* Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrão.
Viva a Matemática!
Que país é esse?

FINALIDADES DA LEITURA


Os vários propósitos de leituras


A leitura como prática social é sempre um meio, nunca um fim – ler é buscar respostas a um objetivo, a uma necessidade pessoal.
Assim, a formação de um leitor pressupõe um trabalho que contemple uma diversidade de gêneros e suportes textuais, que estão presentes em diferentes contextos sociais.
Dentre as principais finalidades da leitura, Isabel Solé destaca:
• Ler para obter informação precisa
• Ler para obter uma informação de caráter geral
• Ler para aprender
• Ler para revisar um escrito próprio
• Ler por prazer
• Ler para comunicar um texto a um auditório
• Ler para praticar a leitura em voz alta
• Ler para verificar o que se aprendeu
Assim, diferentes objetivos exigem diferentes textos e cada qual, por sua vez, uma modalidade de leitura. Em certos textos basta a leitura de algumas partes, buscando a informação necessária; outros é preciso ler exaustivamente várias vezes.
Há leituras em que é necessário controlar atentamente a compreensão, voltando atrás para se certificar do entendimento; há outras em que se segue adiante sem dificuldade, entregues apenas ao prazer de ler.
Assumir como objetivo de ensino e aprendizagem as práticas de linguagem, supõe conceber como
conteúdos os procedimentos relacionados à competência leitora. Segundo T. Colomer & Campos, implica considerar três eixos básicos no planejamento da leitura na escola:

1. A necessidade de que os alunos leiam realmente diferentes gêneros textuais, com diferentes intenções e funções.
2. A necessidade de que o professor ajude os alunos a interpretar textos de dificuldade progressiva, de maneira que o aluno possa avançar em sua autonomia leitora.
3. A necessidade de exercitar habilidades específicas, seja para o aluno tomar consciência de sua importância, seja para chegar a automatizá-la, levando em conta que essa exercitação está sempre subordinada às necessidades de aprendizagem de uma leitura compreensiva de textos reais, sejam ou não escolares.
*FONTE: HORA DA LEITURA - CICLO I (CADERNO DA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Jardim de infância



TUDO O QUE HOJE PRECISO REALMENTE SABER, APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA ...

Por Pedro Bial. ...

Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.Estas são as coisas que aprendi lá:

1. Compartilhe tudo.

2. Jogue dentro das regras.

3. Não bata nos outros.

4. Coloque as coisas de volta onde pegou.

5. Arrume sua bagunça.

6. Não pegue as coisas dos outros.

7. Peça desculpas quando machucar alguém.

8. Lave as mãos antes de comer e agradecer a Deus antes de deitar.

9. Dê descarga. (esse é importante)

10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.

11. Respeite o outro.

12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco...desenhe...

pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias.

13. Tire uma soneca à tarde; (isso é muito bom)

14. Quando sair, cuidado com os carros.

15. Dê a mão e fique junto.

16. Repare nas maravilhas da vida.

17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também ....

Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu

governo, ao seu mundo e ai verá como ele é verdadeiro claro e firme....

Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e

pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. ..Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.... Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.

O importante é aproveitar o momento.

RECADO DO CÉU



Por que te confundes e te agitas diante dos problemas da vida?
Deixe que eu cuide de todas as tuas coisas e tudo será melhor. Quando você se entregar a mim, tudo se resolverá com tranqüilidade segundo meus designos. Não te desespere, não me dirija uma oração agitada, como se quisesse exigir o cumprimento dos teus desejos. Feche os olhos da alma e diga-me com calma: Jesus, eu confio em ti.
Evite as preocupações e as angústias e os pensamentos sobre o que pode acontecer depois. Não bagunce os meus planos, querendo impor suas idéias. Deixa-me ser Deus e atuar com liberdade. Se abandone confiadamente em mim. Repouse em mim e deixe em minhas mãos o teu futuro. Diga-me freqüentemente: Jesus, eu confio em ti. O que mais danos te causa são suas razões, suas próprias idéias e você querer resolver as coisas a tua maneira. Quando me disser : Jesus, eu confio em ti, não seja como o paciente que pede ao médico que o cure, porque lhe sugere o modo de fazer. Deixe se levar em meus braços divinos, não tenha medo, EU TE AMO.
Se acredita que as coisas pioram ou se complicam apesar de tua oração siga confiando. Feche os olhos da alma e confia.
Continue dizendo a toda hora: Jesus, eu confio em ti.
Necessito das mãos livres para fazer a minha obra. Mesmo que a dor seja tão forte, a ponto de derramar lágrimas dos seus olhos; Estarei com você e com a sua família em todos os momentos. Diga: Jesus, eu confio em ti. Confia só em mim, abandona-se em mim, jogue para mim todas as suas angústias e durma tranqüilo. Diga-me sempre: Jesus, eu confio em ti, e verás acontecer grandes milagres. Eu te prometo por meu amor.
Pois, sempre confiarei em você, meu filho.....
espero que possa encorajar quem precise:

terça-feira, 21 de julho de 2009

CAPAS PARA CADERNOS/ATIVIDADES






segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia da Consciência Negra


Dia da Consciência Negra

Comemora-se no dia 20 de novembro, o "Dia Nacional da Consciência Negra". Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares. A escolha do 20 de novembro foi muito mais do que uma simples oposição ao 13 de maio: "Os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. Foi também uma luta pela visibilidade do problema. Isso não é pouca coisa, pois o tema do racismo sempre foi negado, dentro e fora do Brasil. Como se não existisse".( Flávio Gomes )





Pela Lei nº10.639 toda instituição de ensino fundamental e médio, pública e particular, deve incluir o assunto Cultura Negra no currículo. Contudo, em muitos lugares, após quatro anos de sua aprovação, a lei é ainda ignorada. Muitas vezes simplesmente por falta de capacitação de professores.
As mudanças não estão ocorrendo apenas na parte estrutural, mas também são sentidas na pele por alunos e professores. Estes, agora, têm de buscar atualizações, cursos de extensão e etc; aqueles, terão que se acostumar a conhecer novas culturas e histórias diferentes das quais estamos expostos todos os dias.





NAS ESCOLAS: MUITA PROPOSTA E POUCA MUDANÇA

No início de seu mandato o presidente Lula aprovou a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar e tornou obrigatório o ensino de história da África nas escolas públicas e particulares do país. Embora a decisão tenha sido comemorada, alguns pesquisadores ressaltam que existem obstáculos a serem ultrapassados para que a proposta se transforme em realidade. "Em geral, a história dada segue o livro didático e ele é insuficiente para dar conta de uma forma mais ampla e crítica de toda a história", ressalta Vasconcelos. Essa avaliação da historiadora é confirmada pela professora de história Ivanir Maia, da rede estadual paulista. "A maioria dos professores se orienta pelo livro didático para trabalhar os conteúdos em sala de aula. Nos livros de história, por exemplo, o negro aparece basicamente em dois momentos: ao falar de abolição da escravatura e do apartheid".

Campos destaca que alguns livros didáticos de história têm sido mais generosos ao retratar a "história dos vencidos", mas ressalta que a maioria, inclusive os livros ligados a sua área - a geografia -, continua a veicular os fatos sociais de forma depreciativa, seja referente ao Brasil ou a África. "Encontramos com fartura os elementos de modo civilizatório ocidental como a única verdade que merece maiores considerações", exemplifica. Uma iniciativa importante que ocorreu nesse período foi o controle dos livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), visando evitar a distribuição de livros contendo erros conceituais e representações negativas sobre determinados indivíduos e grupos. Mas, na opinião de Garcia, seria necessário exigir uma maior revisão nessas obras: "os livros didáticos precisariam abordar a participação do povo negro na construção do país, na construção da riqueza nacional, na acumulação do capital e também as suas batalhas, rebeliões, quilombos e suas lutas mais contemporâneas".

Paula Cristina da Silva Barreto, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, destaca que, além dos livros didáticos, outro foco importante são as propostas de mudança na formação dos professores. "Foi tímido o trabalho feito pelo MEC nessa direção até o momento", critica a pesquisadora. Na avaliação dela, sem professores bem preparados para abordar temas complexos, como os abordados nos PCNs, "é muito difícil obter sucesso com a alteração curricular e existe uma grande probabilidade de que as escolas não coloquem em prática o que foi proposto". Os baixos salários pagos e as condições de trabalho desanimadoras nas escolas são fatores também destacados pelos pesquisadores como possíveis responsáveis pelo pequeno envolvimento dos professores com propostas que visam abordar a diversidade étnica e problematizar a questão do negro no Brasil no interior das escolas.





"É preciso entender que a desigualdade no Brasil tem cor, nome e história. Esse não é um problema dos negros no Brasil, mas sim um problema do Brasil, que é de negros, brancos e outros mais".

DICAS:

A cultura africana oferece elementos relacionados a todas as áreas do conhecimento. Se a escola não inclui esses conteúdos no planejamento, cada professor pode colocar um pouco de África em seu plano de ensino:

Língua Portuguesa:

- Para mostrar a influência dos falares africanos no Brasil, você pode usar as palavras de origem banta já incorporadas ao nosso vocabulário.

- Leve para sala de aula lendas africanas e histórias que tratem de diversidade.

- Use livros como Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado, O Pássaro-da-Chuva, de Kersti Chaplet, e o gibi Zumbi dos Palmares (produzido em 2001 pela Editora Lake é distribuído gratuitamente) para atividades de leitura e escrita.

- Familiares dos alunos afro-descendentes podem ser convidados para contar histórias de sua vida, informações que serão transformadas em texto.

Artes:

- Podem ser trabalhados conceitos de arte abstrata e geometrismo, danças, mitos e adereços e máscaras, relacionando essas produções às manifestações artísticas do continente europeu.

O desafio é não resvalar no preconceito nem cair no encantamento do exótico.

Educação Física:

- Usar o iitop, o mbube-mbube (ou o tigre e o impala) e a mamba, e jogos como o yote e a mancala. Iniciar contando a história do jogo e os valores da cultura africana presentes em cada um.

Língua Estrangeira:

- Mesmo quando o idioma a ser aprendido é o inglês ou o espanhol, é possível inserir a cultura africana e afro-descendente.Uma boa idéia é levar para suas turmas letras de músicas do afro-descendente jamaicano Bob Marley e de outros cantores negros e textos em inglês sobre a vida de lideranças como os americanos Malcom X e Martin Luther King.

Ciências:

- Mencionar a evolução das espécies, esclarecendo que biologicamente todos os seres humanos são parecidos e que as pequenas diferenças físicas não interferem na capacidade intelectual.

História:

- É fundamental fazer a comparação com o modo de vida do negro no nosso país, na época da escravidão, nos quilombos e nos dias de hoje.

Atualidade:

- Miséria, epidemias e guerras civis existem hoje nos diversos países da África.Mas também estão presentes em outros lugares. Usando notícias de jornal e livros, dicutir com as turmas as guerras civis em Angola e em Ruanda, a fome e a epidemia de Aids.

Geografia:

- Localize em mapas os diversos povos que vieram para o Brasil e as riquezas de cada região, principalmente as minas de ouro e diamantes, para a turma entender os motivos da exploração.

- Ao falar sobre os diversos povos, é possível destacar as contribuições de cada um para a economia do Brasil Colônia.

Educação Infantil:

- Pesquisa em jornais e revistas das palavras: Trabalho, escravo, Brasil, Portugal e África.
- Identificação de palavras pesquisadas através de caça-palavras
- Leitura do texto “Zumbi pensava diferente”
- Observação do mapa mundi para localização do Brasil, África, Portugal.
- Decomposição da palavra PALMARES para formação de novas palavras.
- Roda de conserva enfocando a diferença entre o dia 13 de maio e o dia 20 de novembro
- Tentativa de escrita de palavras
- Registro de numerais comparando quantidades
- Exploração do calendário mensal
- Exploração do calendário anual com observação de datas que marcam a história de negro
- Construção de um glossário com palavra de origem africana
- Rodas de conversa enfocando a irmandade dos homens, que todos somos iguais.
- Exposição de ervas presentes principalmente na cultura afro
- Contagem de número de letras das palavras
- Localização identificando distâncias: Perto longe a partir da fala do narrador ao afirmar que os negros cativos vinham de muito longe.
- Pesquisa de gravuras ou fotos que demonstrem atos fraternos entre brancos e negros.
- Audição da música “O conto das três Raças” (Clara Nunes) entre outras.
- Exploração de sons afros: tambor, atabaque, berimbau.
- Ilustração da História Tempo de Escravidão (através de pintura com guache)
- Confecção de fantoches com perfil afro;
- Construção de retrato étnico da turma: produção de mural com fotos e frases que traduzem as características étnicas e culturais das crianças;
- Formação de painel coletivo com personalidades negras que alcançaram a fama;
- Construção de maquete de um quilombo;
- Confecção de chocalhos, atabaque e berimbau.

Literatura: Sugerimos as histórias: O ratinho branco e o grilo sem Asas; Menina bonita do laço de fita e a lenda Negrinho do Pastoreio.

"A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei".
Indico também:
- A África na Sala de Aula, Leila Leite Hernandez, 679 págs., Ed. Selo Negro, tel. (11) 3872-3322, 88,80 reais.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A CONSTRUÇÃO DO NÚMERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


O ser humano desde que nasce está em contato com o número, a começar pela própria idade, onde uma criança pequena sem saber quanto é, mostra com os dedos os anos que tem. Nesta situação, ela não está fazendo a conservação do número, pois ainda não associa número a quantidade, este processo , segundo Kamii (1997, p.26) não ocorre antes dos cinco anos.
O trabalho com o número na maioria das escolas infantis baseiam-se basicamente no reconhecimento dos algarismos e escritas do mesmo; muitos educadores esquecem da importância da exploração da variedade de idéias matemáticas existentes, referentes a classificação e seriação.
Toda criança passa por descobertas, ela precisa mexer, experimentar, tocar para poder assim conhecer o novo. Necessita do concreto para poder organizar seus conhecimentos, o qual é adquirido naturalmente através do contato com outras pessoas, das interações com o grupo de amigos. Ou seja é uma construção resultante das ações da criança com o mundo.
A criança da faixa etária entre 2 e 7 anos está construindo a conservação do número, e para isto necessita do contato com materiais concretos, precisa tocar, manipular e experimentar. Se dermos a uma criança pequena vários cubinhos de madeira, a primeira reação será pegar, virar de um lado para outro, bater um com o outro, e por fim atira-lo longe. Nesta situação, ela pode reconhecer o objeto, construiu um novo conhecimento, necessitou perceber a singularidade do objeto para agir sobre ele, organizando suas percepções e relações entre formas, peso, tamanho, espessuras.
Uma criança um pouco maior, a qual já fez este tipo de relação parte para um novo conhecimento, o da classificação, a qual já é capaz de perceber semelhanças e diferenças. Um exemplo é o trabalho com os blocos lógicos, o importante é deixa-lo ao alcance da criança para que explore o material. Assim que manteve um bom contato, podemos lançar desafios para que formule hipóteses:

- Dê uma peça como esta.
- Dê mais uma como esta.
- Agora separe os parecidos.
- Existe outra maneira de separar os parecidos?
- Podemos separar os parecidos de outra forma ainda?

O importante é que a criança crie estratégias, ela deverá perceber que existem os grupos das cores, do tamanho, das formas, das espessuras.
A próxima etapa é a da seriação, a qual é explorado a construção de série. Exemplo de atividades:

- formar fila por tamanho dos alunos (do maior ao menor);
- propor atividades com diversos tamanhos de cabo de vassoura para ordená-lo;
- ordenar brinquedos da sala de aula.

Além do material diversificado, o professor poderá explorar o jogo-matemático da "Centopéia". O jogo consiste em um saquinho com vários de círculos de cartolina nas cores azuis, amarelas e vermelhas, e de um tabuleiro com o desenho da centopéia.
No tabuleiro está o desenho da centopéia com alguns círculos do corpo colorido, a criança retira do saco um círculo (é importante que não veja qual a cor escolhida), se fizer parte da seqüência ela completa o corpo, se for uma outra cor que não a da ordem dada, coloca o círculo de volta e espera a sua próxima jogada. Neste jogo a criança estabeleceu uma seqüência de cores que deve ser seguida.

O trabalho com a classificação, seriação e quantificação são decorrentes das relações que a criança faz entre os objetos.
Estas atividades iniciais auxiliam a criança a construção do número, a relacionar o numeral à quantidade.
Através da atividade lúdica a criança constrói símbolos. Elas devem ter a oportunidade de inventar (construir) as relações matemáticas em vez de simplesmente entrar em contato com o pensamento pronto, formular suas hipóteses a partir de ensaio e erro, para confirmá-las ou refutá-las.
Segundo Kamii “... embora a estrutura mental de número esteja bem formada em torno dos cinco para os seis anos, possibilitando à maioria das crianças a conservação do número elementar, ela não está suficientemente estruturada antes dos sete anos e meio de idade para permitir que a criança entenda que todos os números consecutivos estão conectados pela operação de “+ 1”. ( 1997, pág.28)
A criança está se preparando para formar esta estrutura (relacionar quantidade a escrita do número) nos jogos e brincadeiras. Por isso a atividade lúdica, o contato com diferentes materiais é tão importante na Educação Infantil.
As brincadeiras, construções e jogos que fazem espontaneamente com eles, levam as trocas, comparações, descobertas estratégicas. Através dos jogos construirão um pensamento produtivo e raciocínio lógico, bem como terão melhores condições para enfrentarem situações novas e envolver-se com aplicações matemáticas.
Com a criança pequena, devemos começar trabalhando com a quantidade, atividades que envolvam a noção do + 1. Só através do concreto ela poderá perceber que dentro do 3 tem o 2, que dentro do 2 tem o 1.

Um exemplo para esta assimilação são os jogos de compra. Propomos ao grupo que façam uma rodinha, no centro colocamos vários pauzinhos de picolé e um dado com a quantidade 1, sugerimos a criança, cada uma respeitando a sua vez, que jogue o dado e compre a mesmo tanto de pauzinho que o dado indicou. Após a compra o professor explora com o grupo:

- Quantos pauzinhos de picolé o João comprou?
- E a Ana, quantos comprou?
Bem explorada esta rodada, passa-se para próxima, onde irão jogar o dado e comprar mais um pauzinho de picolé. O professor lança novos questionamentos:
- João comprou 1 pauzinho de picolé na outra rodada, agora ela comprou + 1, quantos pauzinhos ficou o João?
- E a Ana, ela tinha 1 pauzinho, comprou + 1, quantos ela tem agora?

Este tipo de exploração proporciona a criança perceber a existência do mais 1, que a quantidade 3 não é um único objeto, e sim 1 + 1 + 1.
É uma tarefa difícil, mas se bem explorada a criança poderá construir a conservação de número de uma forma simples e prazerosa.

Outro exemplo de jogo é o jogo do tapa certo, onde as crianças confeccionam uma mãozinha de cartolina com um pauzinho de churrasquinho, a mesma proposta, que façam uma rodinha, no centro várias frutas desenhadas. O professor após explorar bem as gravuras, cita uma fruta e a criança com a mãozinha bate sobre ela, aquela fruta fica reservada com ela e passa-se para uma próxima citação. Terminado o jogo, o professor irá lançar alguns questionamentos:

- Quantas maças eu comprei?
- Quantas laranjas?
- Quantos limões eu comprei?
- O que eu comprei mais maças ou laranjas?
- O que eu comprei mais maças ou frutas?

Questionamentos sobre a inclusão também auxiliam no processo da construção do número.
Assim que a quantidade estiver bem assimilada pela criança o professor poderá propor jogos intermediários, ou seja que trabalhem o número e a quantidade.
Cito como proposta o jogo do bingo. Cada criança recebe uma cartela, onde o professor canta o número e com uma tampinha de garrafa o aluno marca o número ou a quantidade. O interessante que na cartela tenha a escrita de alguns números e a quantidade de outros. Aquele que acabar grita BINGO !

Um outro jogo que desperta muito o interesse das crianças é o “Jogo do Troca”, onde ela irá relacionar a topologia do número com a sua quantidade. Os procedimentos do jogo consiste no seguinte, o grupo estará em rodinha e dividido por equipes, as quais receberão um tabuleiro; no centro estarão as fichas contento a escrita dos numerais de 1 a 6.
Cada equipe, respeitando a sua vez de jogar, irá virar a ficha do centro, se esta for correspondente a cor do seu tabuleiro, deverá comprá-la e preencher o tabuleiro (caso não haja correspondência de cor o representante da equipe deverá desvirar a ficha e passar a vez para a próxima equipe);
Se alguma equipe virar a ficha com a palavra TROCA TROCA, deverá trocar todo o seu tabuleiro com a equipe correspondente a cor mostrada na fichinha;
Termina o jogo assim que completarem seus tabuleiros;
O interessante deste jogo, é que quem estiver na frente não será necessariamente, o vencedor.
Este tipo de atividade, entre outras, auxiliará a criança no processo de construção do número.


Bibliografia:
KAMII, Constance. A Criança e o Número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. 23ªed. Campinas: Papirus,1997
KOCH, Maria Celeste Machado. Descoberta do Número: conquista da criança. O papel da pré-escola neste processo. Revista do Professor. Porto Alegre, 24-30; out/dez, 1988
SARA, Pain. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 4ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992
SEBER, Maria da Glória. Construção da Inteligência pela Criança: atividades do período pré-operatório. 4ª ed. São Paulo: Scipione, 1995
SMOLE, Kátia Cristina Stocco. A Matemática na Educação Infantil: a teoria das inteligências múltiplas na prática escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996
Crédito: Luciane Knüppe – Pedagoga, especialista em educação infantil e mestranda em educação
Para ler o estudo na íntergra: http://www.ufrgs.br/faced/extensao/brincar/luciane_knuppe.doc

Metas para o 1º Ano (6 anos)


Linguagem Oral e Escrita:
• -Fazer intercâmbio oral, ouvindo com atenção e formulando perguntas;
• -Ouvir com atenção textos lidos;
• -Ler textos conhecidos, como parlendas, adivinhas e canções;
• -Conhecer e recontar repertório variado de textos literários;
• -Escrever texto de memória de acordo com sua hipótese de escrita;
• -Escrever seu nome e utilizá-lo como referência para a escrita;
• -Conhecer as repreentações das letras maiúsculas do alfabeto de imprensa;
• -Localizar palavras em textos;
• -Escrever usando hipótese silábica, com ou sem valor sonoro convencional;
• -Reescrever ditando textos conhecidos;
• -Revisar textos coletivamente,apoiado em leitura em voz alta feita pelo professor;
Matemática
• -Ampliar os conhecimentos dos números;
• -Contar oral e mentalmente objetos;
• -Utilizar estratégias pessoais para resolver problemas que envolvam as quatro operações;
• -Indicar o número certo quando houver poucos objetos;
• -Ler mapas e plantas baixas simples;
• -Identificar e representar semelhanças e diferenças entre formas geométricas;
• -Montar e desmontar embalagens tridimensionais;
• -Usar o calendário;
• -Comparar, identificar e estimar grandezas (comprimento, massa,temperatura e capacidade) e iniciar o uso de instrumentos de medidas;
• -Começar a usar e a fazer tabelas simples.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

DICAS PARA SER UM BOM ESTUDANTE


ESTUDOS

COMECE DESDE JÁ A REVISAR A MATÉRIA QUE A PROFESSORA ESTÁ PASSANDO NA SALA DE AULA. DÊ UMA ATENÇÃO ESPECIAL PARA AQUELAS QUE VOCÊ TEM MAIS DIFICULDADE. UMA HORA POR DIA, JÁ É O SUFICIENTE. aINDA SOBRA TEMPO PARA BRINCAR BASTANTE.

DEVER DE CASA

PARA VOCÊ NÃO SE ESQUECER DAS ATIVIDADES DO DIA SEGUINTE, CHEQUE EM CASA, DÊ UMA RELAXADA E LOGO FAÇA OS DEVERES. DESSA FORMA, VOCÊ EVITA O CONSTRANGIMENTO NA SALA DE AULA.jÁ PENSOU SE A PROFESSORA VÊ QUE SÓ VOCÊ NÃO FEZ OS DEVERES?

LEITURA

SE VOCÊ NÃO GOSTA MUITO DE LER, MAS QUER CRIAR O HÁBITO, VAI AÍ UMA BOA DICA:UMA VEZ POR MÊS, VÁ À BIBLIOTECA DE SUA ESCOLA E PEGUE UM LIVRO BEM MANEIRO. PODE SER DE AVENTURA, SUSPENSE...QUANDO VOCÊ PERCEBER JÁ VAI TER LIDO 12 LIVRINHOS NO FINAL DO ANO!OLHA QUE LEGAL!

RECREIO

NA ESCOLA, TEMOS O RECREIO PARA DESCANSARMOS E BRINCAR.tOME CUIDADO COM AS BRINCADEIRAS E COM O CORRE-CORRE DA CRIANÇADA.APROVEITE PARA BEBER ÁGUA E CONVERSAR COM OS AMIGOS. NA HORA QUE O SINAL TOCAR, VOLTE PARA A SALA DE AULA E PENSE:AGORA SÓ FALTA UM POUQUINHO PARA TERMINAR!

COLEGAS

SE NO ANO PASSADO VOCÊ ARRUMOU MUITA ENCRENCA COM OS COLEGAS, JÁ É HORA DE MUDAR. sE FOR UM AMIGO PENTELHO, AQUELES QUE TE TIRAM DO SÉRIO, RESPIRE FUNDO, CONTE ATÉ 10 E SAIA DE PERTO DELE!NÃO BRIGUE COM NINGUÉM!UM AMBIENTE DE PAZ COM QUE VOCÊ FIQUE MELHOR NA ESCOLA!

BATE-PAPO

VOCÊ JÁ DEVE TER FICADO DE BATE-PAPO DURANTE A AULA... E A PROFESSORA BEM NERVOSA, NÃO É? DEIXE A CONVERSA PARA FORA DA SALA E PRESTE ATENÇÃO NA AULA. PODE SER QUE EM UM MOMENTO DE DISTRAÇÃO VOCÊ PERCA PARTE IMPORTANTE DA EXPLICAÇÃO. E AINDA ATRAPALHA O SEU COLEGA APRENDER TAMBÉM!

DIREITOS DO ALUNO






SER RESPEITADO COMO PESSOA, INDEPENDENTE DE SUA CONVICÇÃO RELIGIOSA, GRUPO SOCIAL, RAÇA OU NACIONALIDADE;

DIÁLOGO COM A DIREÇÃO,PROFESSORES,FUNCIONÁRIOS,COLEGAS E DEMAIS SETORES DA COMUNIDADE EDUCATIVA;

ASSISTÊNCIA TÉCNICA-PEDAGÓGICA,VISANDO O SEU DESENVOLVIMENTO GLOBAL E HARMÔNICO;

OPORTUNIDADE PARA DESENVOLVERSUA CAPACIDADE E POTENCIALIDADE;

TER SUAS AULAS MINISTRADAS DENTRO DO HORÁRIO PRÉ-ESTABELECIDO;

PARTICIPAR DE ATIVIDADES LÚDICAS E RECREATIVAS;

CONHECER A EQUIPE GESTORA DA ESCOLA, DEMAIS SERVIDORES E SUAS FUNÇÕES.

COMBINADOS


RESPEITAR OS COLEGAS E OS PROFESSORES;


LEVANTAR O DEDO QUANDO QUISER FALAR;


USAR AS PALAVRINHAS MÁGICAS:BOM DIA, BOA TARDE, COM LICENÇA, DESCULPE-ME, POR FAVOR, OBRIGADO(A);


ESPERAR SUA VEZ DE FALAR;


JOGAR LIXO NA LIXEIRA;


SER AMIGO DE TODOS E NÃO BATER OU XINGAR;


FAZER SILÊNCIO QUANDO ESTIVER REALIZANDO SUAS TAREFAS;


TER CUIDADO COM SEUS MATERIAIS;


PRESTAR ATENÇÃO NA AULA;


PEDIR PERMISSÃO PARA SAIR DA SALA;


MANTER A SALA ORGANIZADA;


FAZER MUITAS AMIZADES E SER FELIZ.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Natureza e Sociedade. Água.


TEMA: Água. EIXO: Natureza e Sociedade. TEMPO PREVISTO: 2 ºsemestre. PROFª: Maria Tereza BLOCOS DE CONTEÚDOS:Fenômeno da natureza (estabelecimento de relações entre os fenômenos da natureza de diferentes regiões (chuvas)e as formas de vida dos grupos sociais que ali vivem. OBJETIVO: Estabelecer algumas relação entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem,valorizando a sua importância para a preservação das espécie e para a qualidade da vida humana. ETAPAS PREVISTAS:Levantamento de hipótese. 1. Você tem medo de chuva? 2. Vamos fazer o barulho da chuva? Para ouvir o barulho da chuva bater dois dedos na palma da mão bem rápida. 3. Você tem medo de trovão? Vamos imitar o trovão? 4. O que podemos fazer para nos proteger da chuva? 5. Quem já foi passear num dia de chuva? 6. Brincar de chuvinha com a mangueira. 7. Você gosta de chuva ou sol? 8. Você pode viver sem água? 9. Onde você utiliza água? 10. Quem mais precisa de água? 11. Listar os prejuízos das chuvas. 12. Listar os benefícios da chuva. Comentar com se forma a chuva contando uma história muito interessante.
A GOTINHA INTELIGENTE: EM UM LAGO VIVIAM MUITA GOTINHAS DE ÁGUA. NUM CERTO DIA O SOL ESTAVA MUITO QUENTE ELAS RESOLVERAM SAIR PARA PASSEAR. (EVAPORAÇÃO DA ÁGUA).E VOARAM PELO AR SUBIRAM... SUBIRAM.... FAZER UM LAGO BEM BONITO. UMA DELAS DISSE: FICAR JUNTAS PARA NÃO NOS PERDERMOS E TODAS CONCORDARAM DANDO AS MÃOS. (FORMAÇÃO DAS NUVENS). ERAM MUITAS GOTINHAS JUNTAS GIRANDO GIRANDO...(MOVIMENTAÇÃO DAS NUVENS) ELAS CAMINHAVAM E ENCONTRAVAM MAIS GOTINHAS DE ÁGUA. VAMOS DESENHAR MUITAS NUVENS. DE REPENTE, UMA DELAS DISSE: JÁ ESTÁ FICANDO TARDE! VAMOS VOLTAR PARA O LAGO? E TODAS DESCERAM JUNTAS EM FORMA DE CHUVA (FORMAÇÃO DE CHUVA) DESENHE AS GOTINHAS CAINDO NOVAMENTE NO LAGO. CANTAR A MÚSICA Patinho na chuva. (ciranda cirandinha) Cai a chuva plec,plec... Cai a chuva de mansinho E o patinho amarelinho O seu banho vai tomar Esfrega aqui ,esfrega ali. E o patinho não se cansa. De na chuva se lavar. Quá,qua,qua.. Quá,quá,quá,quá. (FAZ DE CONTA) Pedir para as crianças peguem uma folha de sulfite e fazer de conta que estão tomando banho, esfregando todas as partes do corpo (música do chuveiro) Chuveiro, Chuveiro Não faz assim comigo Chuveiro, Chuveiro, Não molhe seu amigo. Se eu fosse o Totó Não precisava me secar Era só me chacoalhar.(fazer igual cachorrinho)balançar o corpo. EXPERIÊNCIA MOSTRAR A VAPORIZAÇÃO DA ÁGUA. 1-Uma chaleira aquecida ,mostrar o vapor que sai da água quando ela começa a ferver. Levantar a tampa da chaleira e mostrar as gotinhas de água que ficam nela é como se fosse a chuva. 2-Um saquinho plástico com água fechado exposto ao sol (o saquinho facará embaçado isto comprova a evaporação da água). 3-Macarrão dançarino. Uma vasilha transparente colocar bicarbonato de sódio e vinagre(oxigênio se desprenderá e irá se juntar o macarrão cru, fazendo que este se movimenta. Materiais:utilizados: Livros para pesquisa: A gotinha inteligente. Fita de vídeo(chuá chuaágua. Papéis variados. Colagem ,Lápis ,Algodão AVALIAÇÃO:Houve participação de todos na experiência? Conseguiram se expressar através do desenho? BIBLIOGRAFIA: chuá,chuaágua: www. tvcultura.com.br Coleção carrossel pré-escola.Terceiro estágio Autora Erdna Perugine Nahum.

O QUE É PORTFÓLIO?


É uma técnica inovadora, de avaliar o progresso das crianças através de um conjunto de procedimentos contínuo, são instrumentos de estimulação do pensamento reflexivo.Essa técnica, pode-se dizer que é uma avaliação contínua mais autêntica, objetiva e compreensiva, permitindo acompanhar todos os processos de aprendizagem.Resumindo PORTFÓLIO não é um deposito de trabalhos “organizados”é sim um suporte para podermos observar e respeitar o ritmo e auxiliando e dialogando com as crianças sendo um ser singular.Assumimos então uma estratégia conjunta de reflexão ,ação e avaliação
1-Reflexão(ões) crítica(s) individualizada acerca do grau de participação nos projetos de ação-intervenção com objetivos previamente formulados.2-Participação dos pais :3-Reflexão crítica do processo de desenvolvimento do projeto e suas limitações;
4-Produtos em suportes áudio, vídeo.5-Reflexões final: auto avaliação da participação no processo de avaliação.
CRITÉRIOS DO PORTFÓLIO:1-Registra idéias, experiências e opiniões acerca do processo de formação.Registar e refletir, de forma sistemática, as suas idéias, motivações, opiniões, propósitos, regista todas as considerações de ordem crítica que considera pertinentes.
FICHA AVALIATIVA:
CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:NÍVEL I:Satisfaz: Revela intenções claras ,mostra curiosidade e persistência.Nível ll: Não satisfaz: com algumas dificuldades em concretizar suas idéias.
2-Desenvolve idéias através de experimentação, exploração e avaliação.
FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:Mostra que é capaz de explorar ideias de várias formas através de experimentação de possibilidades. Conseguindo encontrar várias possibilidades novas.NÍVEL I :Satisfaz: Seleciona, analisa e interpreta criticamente.Nível ll: Não satisfaz: Mostra algum interesse na descoberta ,mas limita na organização da informação.
3-Revela capacidades de análise crítica dos produtos elaborados.Consegue avaliar os mesmos e (re)adequá-los à prática educativa.
4-Analisa criteriosamente os materiais produzidos.Coerência entre o todo e as partes, em termos do processo global; Coerência entre o discurso de reflexão crítica (anteriori-posteriori);Avaliação global do seu trabalho em si.FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:NÍVEL I :Satisfaz: utiliza problemas pré estabelecidos fazendo sempre uma auto reflexãoNível ll: Não satisfaz: explicita vagamente os problemas pré estabelecidos,limia-se apenas em repetir.
5-Avalia o portfólio como um todo.Esta parte será feita após a conclusão do portfólio, tentando responder a questões como:- Forma de desenvolvimento do projeto;FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:NÍVEL I :Satisfaz: o resultado foi selecionado criteriosamente demonstrando assim compreenção.Nível ll: Não satisfaz: o resultado final revelam baixa capacidade técnica do domínio da linguagem escrita.
6-Avalia o resultado como um todo:FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:NÍVEL I :Satisfaz: Analisa o progresso ocorrido referindo as intenções e fontes.Nível ll: Não satisfaz: Utiliza critérios de avaliação ,não fundamenta a qualidade do seu trabalho nem a forma como desenvolveu.
A MESMA FICHA SERÁ TRABALHADA NO MÍNIMO TRÊS VEZES POR ANO
“FICHAS DE AVALIAÇÃO 4 ANOS” "Esta ficha varia de acoro com a sua classe"ÁREA DE CONHECIMENTO:LINGUAGEM ESCRITA.(ESCRITA DO NOME)ESCRITA DO NOME SEM APOIO.
ESCRITA DO NOME COM APOIOLEITURA DO ALFABETO.A B C D E F G H J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
ESCRITA DO ALFABETO.
LETRAS QUE EU JÁ SEI ESCREVER.
ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTES(FIGURA HUMANA)DESENHE A MAMÃE.
COMPETAR UMA FIGURA HUMANAÁREA DE CONHECIMENTO:RACIOCÍNIO LÓGICODITADO CÓPIA DE NÚMEROS.1-2-3-4-5-6-7-8-9-10COMPLETE COM OS NÚMEROS QUE ESTÃO FALTANDO.
1- -3-4-5- -7- - 9-10ÁREA DE CONHECIMENTO:ARTES”CORES”COLAR QUADRADINHOS COM AS CORES PRIMÁRIAS E PEDIR PARA DIZER AS CORES.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

CRIANÇA PRECISA DE LIMITES QUE A PROTEJAM.


DAR LIMITES É...-Ensinar que os direitos são iguais para todos.-Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.-Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.-Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário.-Só dizer "não" aos filhos quando houver uma razão concreta.-Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.-Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as única coisas que contam).-Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção).-Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).-Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.-Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.-Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.-Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente:Dar exemplo! Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.DAR LIMITES NÃO É...-Bater nos filhos para que eles se comportem.-Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.-Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.-Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.-Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a "lei do mais forte".-Gritar com as crianças para ser atendido.-Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.-Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.-Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança. -Toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este "não" tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais. -O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física. -Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum. Texto extraído livro Limites Sem Trauma (Construindo Cidadãos), de Tânia Zagury.